Time de ginástica inaugura o prédio do Brasil após abertura da Vila Olímpica de Paris
Delegação brasileira está alojada no prédio 3, que fica no fundo do bairro

Oito dias antes das Olímpiadas, a seleção de ginástica artísica inaugurou o prédio brasileiro na Vila Olímpica de Paris, nesta quinta-feira (18). Medalhistas olímpicos, Rebeca Andrade e Arthur Nory puxam primeira delegação do país no local que receberá, entre atletas e integrantes de comissão técnica, 14 mil pessoas.
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Serão 82 prédios na Vila Olímpica estão espalhados por 53 hectares (cerca de 330m²). O local foi construído na antiga zona industrial entre as cidades de Saint-Denis, Saint-Ouen e L'Île-Saint-Denis, no subúrbio de Paris.
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A Vila está localizada à sete quilômetros ao norte do centro da capital francesa, seguindo as margens do Rio Sena. A delegação brasileira está alojada no prédio 3, que fica no fundo do bairro. A escolha do Time Brasil foi estratégica, pois ficou longe do agito da área internacional da Vila, onde há mais circulação de pessoas. Além disso, o COB mais perto do restaurante, mais perto do setor de transportes e mais perto da saída de Saint Ouen, sem contar a base do Brasil na cidade, no Chateau de St. Ouen.
Sem ar-condicionado nos quartos, o Brasil foi um dos países que reclamaram pela falta do equipamento na Vila Olímpica. O COB chegou a prever o aluguel de 180 climatizadores, mas por conta de ter menos atletas esperados (estimativa era de 330 atletas e vai contar com 277), alugou apenas 130 unidades. O investimento do COB vai ser de 39 mil euros (cerca de R$ 230 mil).

A falta do ar-condicionado se deve à sustetabilidade, já que o Comitê Organizador dos Jogos projetou a Vila Olímpica para ser um bairro com menor emissão de carbono. A ausência do equipamento faz parte do plano de reduzir consumo de energia e da pegada de CO2.
A Vila Olímpica tem prédios em blocos separados, o que permite a circulação de correntes de vento. O local é ligado à rede de refrigeração urbana, um sistema que bombeia água do rio Sena para tubulações subterrâneas, conseguindo reduzir a temperatura em até 6ºC. Mas muitas delegações acreditam que o mecanismo não vai ser o suficiente para garantir o bem-estar dos atletas, uma vez que as temperaturas no último verão chegaram a ultrapassar os 40ºC. No último verão, 5 mil pessoas morreram na França por causa do calor.
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