Rumo a Los Angeles 2028: como funciona a nova classificação olímpica do surfe na WSL
Temporada do circuito mundial começa nesta quarta-feira (1º), na etapa de Bells Beach

Com a largada de mais uma temporada da World Surf League (WSL), a corrida olímpica do surfe ganha um novo cenário. As mudanças nos critérios de classificação para os Jogos de Los Angeles 2028 alteram o caminho até as vagas e impactam diretamente a estratégia dos atletas ao longo do circuito. Entenda o que mudou nas regras e como passa a funcionar a disputa por um lugar na Olimpíada.
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Vagas reduzidas via WSL
A principal diferença e ponto de maior controvérsia entre os surfistas foi a redução do número de vagas via WSL. A partir de agora, o circuito mundial distribuirá apenas cinco vagas por gênero, com limite de um atleta por país.
Até então, o Championship Tour, divisão de elite da WSL, classificava dez homens e oito mulheres para os Jogos Olímpicos, com o limite de dois atletas por país. Na prática, a redução de vagas via circuito mundial prejudica as principais potências do esporte, como o Brasil, que costumam ter mais de um atleta nas primeiras posições. Na temporada 2025, por exemplo, o país terminou com Yago Dora e Ítalo Ferreira no top-5.
Nos Jogos de Tóquio, que marcaram a estreia olímpica do surfe, o Brasil foi representado por quatro atletas, todos classificados via ranking da WSL: Ítalo Ferreira, que conquistou o ouro, Gabriel Medina, Tati Weston-Webb e Silvana Lima.
Atual campeão mundial, Yago Dora foi um dos atletas que manifestou descontentamento com o novo sistema de qualificação, definido pela International Surfing Asociation (ISA), entidade filiada ao Comitê Olímpico Internacional (COI).
— A maioria de nós não concordamos, acho que isso pode acabar diminuindo o nível de surfe nos Jogos. Ainda não tem data nem o pico onde vão ser os eventos classificatórios, então é tudo muito incerto. Acho que o melhor que eu posso fazer é me manter pronto e preparado pra entregar o meu melhor quando a oportunidade aparecer - reforçou, em entrevista coletiva, antes do início da temporada da WSL.

Outros caminhos até LA 2028
Neste novo cenário, os ISA Games ganham maior peso. A competição, realizada desde 1964, é como uma "Copa do Mundo" de surfe, em que os atletas representam seus país, combinando resultados individuais e coletivos.
O evento sempre foi um caminho para a qualificação olímpica mas, desta vez, o ISA Games de 2028 dará dez vagas por gênero, com o limite de um atleta por país. Haverá ainda uma vaga extra para cada país campeão das edições de 2026 e 2027.
Por fim, os eventos continentais também servirão como porta de entrada dos atletas rumo aos Jogos de Los Angeles. No caso do Brasil, essa disputa acontecerá nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. Vale lembrar que, apesar das mudanças no sistema de qualificação, a quantidade de vagas permanece a mesma. Ao todo, 48 surfistas (24 homens e 24 mulheres) competirão nas Olimpíadas, com o máximo de três atletas por país.
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