Rebeca Andrade revela que precisou de remédios para suportar dores nas Olimpíadas
Ginasta revelou que o solo é o aparelho que mais exige energia, principalmente dos membros inferiores

Rebeca Andrade, em entrevista ao programa "Bola da Vez" da ESPN, que foi ao ar no sábado (31), desabafou sobre as dores na ginástica e deixou aberto o seu futuro no solo. A ginasta afirmou que ama a modalidade, no entanto, este aparelho demanda muito de sua energia, principalmente dos membros inferiores.
— Eu amo ginástica, eu amo esse esporte e tenho ainda muita vontade de continuar vivendo e ter as sensações que eu tenho dentro do esporte. Eu sinto que ainda aguento. Lógico, eu disse que não vou mais fazer solo. Porque olhando pra dentro, tem muitas dores, é um aparelho que demanda muito da minha energia, exige muito dos membros inferiores —
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— E o choro que eu tive depois do solo, não foi porque ganhei a medalha, assim que eu terminei. Eu estava chorando porque eu estava viva. Eu só queria sair da competição inteira, sem nenhuma lesão. Eu estava bem de cabeça e fisicamente, mas as dores estavam ali. Que foram controladas com medicação — afirmou Rebeca.

A ginasta afirmou que atualmente não quer fazer solo, no entanto, não impedirá de fazer outras provas, como a paralela, trave ou salto.
— Eu queria dar uma folga pra essa parte, mas não me impede de fazer um salto, uma paralela, fazer uma trave se precisar. De pouquinho em pouquinho, ver se no futuro eu conseguiria mais uma vez fazer um solo ou não. Se me perguntar hoje, eu não quero fazer mais, nunca mais. Não quero mesmo. Mas o futuro a Deus pertence —
Além disso, Rebeca disse sobre as dores que teve durante às Olimpíadas. Segundo a atleta, seu corpo chegou a latejar de tanta dor.
— As dores… Às vezes você sente tanta dor que o corpo chega a ficar latejando. Meu joelho nem tem reclamado tanto, são mais outros pontos. As costas, o ombro, tendão… Às vezes eu acordo de manhã e já levanto da cama mancando, não consigo descer a escada, não consigo subir na meia ponta, coisas básicas. Aí você não quer tomar remédio pra dor porque só mascara os problemas que você tem... A gente faz muito tratamento, muita fisioterapia para o corpo aguentar — finalizou.
Ao todo, Rebeca possui seis pódios olímpicos. São dois ouros (salto em 2020 e solo em 2024), três pratas (individual geral em 2020 e 2024 e salto em 2024) e um bronze (equipes em 2024). Essas conquistas foram alcançadas somente em duas participações nos Jogos, em Tóquio 2020 e Paris 2024.
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