Emanuel, ídolo do vôlei de praia, elege jogo mais especial da carreira: 'Inesquecível'
Ex-jogador esteve presente na Corrida Time Brasil, organizada pelo COB
Um dos maiores ídolos da história do vôlei de praia brasileiro, Emanuel Rego foi um dos nomes presentes na primeira edição da Corrida Time Brasil, organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O ex-jogador correu a maratona de 5km em 27 minutos e 35 segundos, ao lado de outros medalhistas brasileiros dos Jogos.
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Após a corrida, o medalhista de ouro em Atenas-2004 brincou com as possibilidades de jogar mais uma edição das Olimpíadas por ainda apresentar um bom porte físico, mas deixou a responsabilidade nas mãos da geração atual.
- Sou super satisfeito com as medalhas que consegui, agora é deixar para a geração nova. Eles estão no momento de brilhar. Para mim, a coisa mais importante é tocar as pessoas com o esporte. Estou aqui por causa disso - declarou.
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Perguntado pela reportagem do Lance! sobre o jogo mais especial de sua carreira, Emanuel não ficou em cima do muro e escolheu a semifinal olímpica na Grécia, quando, ao lado do lendário Ricardo, superou Stefan Kobel e Patrick Heuscher, da Suíça.
- Eu e Ricardo tínhamos a possibilidade de chegar à final e garantir medalha, e esse jogo foi um dos "piores". 2 a 1, um jogo muito difícil, mas foi ali que tive a sensação de ser pela primeira vez um medalhista olímpico. Então essa alegria de ganhar a primeira semifinal olímpica é inesquecível - afirmou.

Na ocasião, a dupla brasileira precisava da vitória para garantir ao menos a medalha de prata. Depois de vencer o primeiro set por 21/14, os dois encontraram dificuldades impostas pelos europeus, que levaram a melhor na segunda parcial por 21/19. No terceiro set, tensão e equilíbrio marcaram o duelo, que chegou a estar empatado por 10/10.
Nos pontos finais, Ricardo e Emanuel brilharam com uma tática de inversão: o paranaense subiu ao bloqueio após saque do baiano, subiu a parede, fez 13/11, e depois, fechou o set em 15/12 para garantir a primeira medalha olímpica da carreira. Na decisão, vitória tranquila por 2 sets a 0 (21/16 e 21/15) sobre os espanhóis Javier Bosma e Pablo Herrera para ficarem marcados na história.
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