Dançarinos de carnaval gastam mais calorias que atletas profissionais
Alguns dançarinos chegam a desmaiar após a apresentação

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Se você acha que o desfile de carnaval uma comissão de frente é apenas "brilhantismo" e sorrisos para as câmeras, a ciência do esporte e os relatos dos bastidores provam o contrário. Guardadas as proporções de tempo, a intensidade física de um bailarino na Avenida equivale à de um jogador em uma partida de basquete de alta performance: são saltos constantes, mudanças de direção bruscas e uma frequência cardíaca que flerta com o limite.
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-Eu preciso ter um momento muito ápice, que seria um momento onde tem muito esforço físico. Depois, um momento de descanso e um momento mais interpretativo, para que eles consigam recuperar o fôlego para seguir - disse o coreografo de carnaval Jhean Allex.

A analogia com o basquete se torna ainda mais clara quando falamos de precisão. Assim como um jogador precisa de mecânica perfeita para um arremesso ou uma enterrada, o integrante da comissão não pode errar o "tempo de quadra".
-Ele tem que acertar aquele ponto do salto. Tem que acertar a pisada dele, a subida e a aterrissagem. No caso da dança, se ele falhar em algum ponto, o erro é fatal para a nota - completou.
| Duração do Esforço | 48 min (com intervalos e pausas) | 60 a 70 min (esforço contínuo) |
|---|---|---|
Gasto Calórico | 800 a 1.200 kcal por partida | 600 a 1.000 kcal por desfile |
Batimentos (Média) | 140 - 165 bpm | 130 - 150 bpm |
Batimentos (Pico) | 180 - 195 bpm | 175 - 190 bpm (especialmente nos saltos) |
Fator Térmico | Ambiente controlado (Ar-condicionado) | 35°C a 40°C (Umidade alta + Fantasia) |
Figurino
Diferente de uma quadra de basquete, onde o uniforme é projetado para a ventilação e performance, no Carnaval o visual muitas vezes atropela a fisiologia. Enquanto o figurinista de uma companhia de dança preza pela mobilidade, o carnavalesco foca na estética, o que pode transformar a fantasia em uma "estufa" ambulante.
-Um carnavalesco pensa diferente de um figurinista de companhia. Ele quer o visual, as cores, contar o enredo. E às vezes não é uma roupa apropriada. Já tive roupas em que a temperatura dos bailarinos subiu tanto que, ao terminar o desfile, tivemos que jogar água no corpo deles para hidratar novamente.
A entrega é tamanha que o corpo que, as vezes, ele desliga. O coreógrafo relembra momentos em que a exaustão superou a técnica: "Já tive caso de bailarina minha falar assim: 'posso desmaiar?'. E desmaiou", relata, reforçando que, embora nem todos ali venham do mundo da dança, a preparação é comparável à de militares ou atletas profissionais.
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