Multicampeão do jiu-jitsu, Mica Galvão comenta prisão do pai por suspeita de abuso contra menores
Melqui Galvão teve sua prisão decretada após denúncio de adolescente de 17 anos

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A tarde desta terça-feira (28) movimentou a comunidade do jiu-jitsu no Brasil. Após decreto da Justiça de São Paulo, o treinador Melqui Galvão foi preso em Manaus, capital do Amazonas, por suspeita de crimes sexuais contra menores de idade. Filho e multicampeão mundial, Mica se manifestou sobre as acusações por meio das redes sociais.
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A princípio, a prisão de Melqui tem duração de 30 dias. Enquanto isso, a investigação do caso segue na 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo (TJSP). O inquérito envolve três vítimas, ex-alunas do treinador.
Caso de Melqui Galvão em investigação
A primeira denúncia, segundo as investigações, teria sido feita por uma jovem de 17 anos que foi aluna de Melqui em Manaus. Atualmente nos Estados Unidos, a adolescente acusou o ex-treinador de importunação sexual durante uma viagem para fora do Brasil, onde ocorria uma competição de jiu-jitsu.
Na sequência, foram descobertas outras duas vítimas em diferentes estados brasileiros. Segundo depoimento, uma delas tinha apenas 12 anos quando o abuso aconteceu. Além dos relatos, a polícia teria recebido um áudio em que Galvão supostamente confessa indiretamente os fatos apresentados e, por meio de compensação financeira, busca evitar que a notícia vaze.
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Choque familiar
Em publicação, Mica Galvão expressou o misto de sentimentos que enfrentou com a notícia das acusações contra o pai. Embora tenha abordado a importância de Melqui em sua carreira, o multicampeão de jiu-jitsu destacou que espera que a justiça seja feita, além de repudiar qualquer tipo de abuso contra mulheres e crianças. Veja a nota na íntegra abaixo:
"É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter. Tudo que conquistei na vida tem a mão dele. Minha gratidão e meu amor por ele são reais e não mudam.
Ao mesmo tempo, me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel. Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças, esse é um valor que carrego e que não abre exceção. Não tenho respostas para tudo agora. Estou processando isso como filho, como atleta e como ser humano.
O que sei é que tenho responsabilidades com as pessoas que acreditam em mim, com a equipe que representa tanto para tantos atletas. E é para eles que dirijo minha energia agora. Sigo em frente, com o mesmo respeito e dedicação de sempre."
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