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Todos os artilheiros da Libertadores na história

Conheça os goleadores de cada edição da Copa Libertadores desde 1960.

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Lance!
São Paulo (SP)
Dia 29/11/2025
06:52
Libertadores
imagem cameraAlberto Spencer, maior artilheiro da Libertadores, segue no topo da história com 54 gols marcados. (Foto: Pablo Porciuncula/AFP)

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A Copa Libertadores é marcada por artilheiros que refletem a evolução do torneio desde 1960.
Alberto Spencer, do Peñarol, é o maior goleador, com 54 gols.
Os artilheiros personificam estilos distintos de futebol ao longo das décadas.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Se a Copa Libertadores é marcada por rivalidade, paixão e noites épicas, seus artilheiros ajudam a explicar a evolução técnica do torneio. Desde 1960, quando Alberto Spencer inaugurou a lista de goleadores com seus 13 gols pelo Peñarol, cada edição contou com figuras que marcaram época — de gênios como Zico, Pelé e Palhinha aos modernos Gabigol, Pedro e Germán Cano. O Lance! relembra todos os artilheiros da Libertadores na história.

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Ao longo das décadas, os artilheiros personificaram estilos distintos de futebol: a força uruguaia dos anos 60, a intensidade argentina dos anos 70, o talento brasileiro dos anos 80 e o equilíbrio sul-americano do século XXI. A seguir, você encontra todos os artilheiros da história da competição, descritos com contexto e destaque, sem tabelas — apenas narrativa contínua e cronológica.

Todos os artilheiros da Libertadores na história

Goleadores nos anos 1960: nascem Spencer, Onega e os primeiros mitos

A primeira edição da Libertadores teve um dono: Alberto Spencer, do Peñarol, que marcou 13 gols em 1960 e iniciou sua trajetória que o transformaria no maior goleador da história do torneio, com 54 gols. Em 1961, o título de artilharia foi modesto, com apenas 4 gols de Osvaldo Panzutto, do Santa Fe.

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Spencer voltou ao topo em 1962, agora dividindo o posto com Enrique Raymondi (Emelec) e Coutinho, do lendário Santos de Pelé, todos com 6 gols. Na edição seguinte, Sanfilippo, do Boca Juniors, marcou 7, seguido por Mario Rodríguez, do Independiente, que brilhou em 1964 com 6 gols.

Em 1965, Pelé apareceu como artilheiro com 7 gols na Libertadores. No ano seguinte, veio um dos recordes mais impressionantes da história da competição: Daniel Onega, do River Plate, marcou 17 gols em 1966 — marca jamais alcançada novamente. Em 1967, Norberto Raffo, do Racing, anotou 14 gols, ajudando o clube a conquistar o título. A década termina com grande presença brasileira: Tupãzinho, do Palmeiras, marcou 11 gols em 1968; Alberto Ferrero, do Santiago Wanderers, fez 8 em 1969; e em 1970, dois nomes dividiram a liderança — Francisco Bertocchi (LDU Quito) e Oscar Más (River Plate), ambos com 9 gols.

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Os artilheiros da década de 1970: domínio alternado e nomes históricos

Em 1971, os artilheiros foram Luis Artime, do Nacional, e Raúl Castronovo, do Peñarol, com 10 gols cada. Em 1972, quatro jogadores dividiram o topo: Oswaldo Ramírez, Percy Rojas e Teófilo Cubillas, todos do Peru, e Toninho Guerreiro, do São Paulo, com 6 gols.

Em 1973, Carlos Caszely, do Colo-Colo, brilhou com 9 gols. No ano seguinte, 1974, três nomes dividiram a artilharia com 7 gols: Fernando Morena, do Peñarol; Pedro Rocha e Terto, ambos do São Paulo. Morena voltaria a liderar em 1975 com 8 gols, dividindo com Oswaldo Ramírez, da Universitario.

Em 1976, a artilharia foi brasileira e histórica na Libertadores: Palhinha, do Cruzeiro, marcou 13 gols e foi campeão. Em 1977, Néstor Scotta, do Deportivo Cali, fez 5 gols. Em 1978, Scotta voltou ao topo com 8 gols, junto com Guillermo La Rosa, do Alianza Lima. A década encerra com empates em 1979: Juan José Oré, da Universitario, e Miltão, do Guarani, marcaram 6 gols.

A década de 1980 da Libertadores: Zico, Tita e novos protagonistas

Em 1980, Waldemar Victorino, do Nacional, foi o artilheiro com 6 gols. Em 1981, a competição ganhou brilho rubro-negro: Zico, com 11 gols, comandou o Flamengo rumo ao título. Em 1982, Fernando Morena voltou a mostrar sua força com 7 gols.

Na Libertadores de 1983 teve Roberto Luzardo, do Nacional, com 8 gols. Em 1984, Tita, do Flamengo, também marcou 8 e brilhou na competição. Em 1985, Juan Carlos Sánchez, do Blooming, fez 11 gols — marca que o coloca entre os maiores goleadores de uma única edição. Em 1986, Juan Carlos de Lima anotou 9 pelo Deportivo Quito.

Em 1987, o artilheiro foi Ricardo Gareca, do América de Cali, com 7 gols. Em 1988, a liderança ficou com Arnoldo Iguarán, do Millonarios, com apenas 5. Em 1989, dois nomes dividiram o topo: Carlos Aguilera, do Peñarol, e Raúl Amarilla, do Olimpia, ambos com 10.

Os goleadores dos anos 1990: o surgimento de Jardel e Luizão

A década de 90 começou com Adriano Samaniego, do Olimpia, anotando 7 gols em 1990. Em 1991, o artilheiro foi Gaúcho, do Flamengo, com 8. Em 1992, Palhinha, agora pelo São Paulo, marcou 7 gols. Em 1993, o destaque foi Juan Carlos Almada, da Universidad Católica, com 9.

Em 1994, Stalin Rivas, do Minervén, liderou com 7 gols, enquanto 1995 teve Jardel, do Grêmio, brilhando com 12 gols. Em 1996, Anthony de Ávila, do América de Cali, marcou 11. Em 1997, a liderança foi de Alberto Acosta, da Católica, com 11. Em 1998, Sérgio João, do Bolívar, fez 10 gols.

A edição de 1999 teve muitos goleadores empatados com 6 gols: Fernando Baiano, Gauchinho, Rubén Sosa, Ruberth Morán e Víctor Bonilla.

Os anos 2000: explosão de gols e novas estrelas

No ano 2000, Luizão, do Corinthians, viveu sua grande noite continental: terminou com 15 gols, uma das maiores marcas da história. Em 2001, o artilheiro foi Lopes, do Palmeiras, com 9. Em 2002, Rodrigo Mendes, do Grêmio, marcou 10.

Em 2003, Marcelo Delgado (Boca Juniors) e Ricardo Oliveira (Santos) dividiram a liderança com 9 gols. Em 2004, Luis Fabiano, do São Paulo, marcou 8. Em 2005, o top foi Santiago Salcedo, do Cerro, com 9.

A edição da Libertadores de 2006 teve uma lista enorme de goleadores empatados com 5 gols, incluindo Agustín Delgado, Aloísio, Daniel Montenegro, Ernesto Farías, Washington, Palhinha, Nilmar, Jorge Quinteros, Mariano Pavone, entre outros. Em 2007, o destaque absoluto foi Salvador Cabañas, do América, com 10.

Em 2008, Marcelo Moreno e Cabañas dividiram o topo com 8. Em 2009, Mauro Boselli, do Estudiantes, marcou 8 e levou o título.

Os artilheiros da década de 2010: a era dos goleadores modernos

Na edição de 2010 da Libertadores, Thiago Ribeiro, do Cruzeiro, anotou 8 gols. Em 2011, a liderança ficou com Roberto Nanni, do Cerro, e Wallyson, do Cruzeiro, ambos com 7.

Em 2012, Alustiza, do Deportivo Quito, e Neymar, do Santos, empataram com 8 gols. Em 2013, Jô, do Atlético-MG, anotou 7. Em 2014, a lista foi dividida por Julio dos Santos, do Cerro, e Nicolás Olivera, do Defensor, com 5 gols.

Em 2015, o artilheiro foi Gustavo Bou, do Racing, com 8. Em 2016, Calleri, do São Paulo, marcou 9. Em 2017, José Sand, do Lanús, também fez 9. Em 2018, Miguel Borja, do Palmeiras, e Wilson Morelo, do Santa Fe, terminaram com 9.

Fechando a década, 2019 teve Gabigol, do Flamengo, com 9 gols, comandando o bicampeonato rubro-negro e entrou na lista de todos os artilheiros da Libertadores.

Os anos 2020 e o início da década de 2025: Cano, Pedro e a nova geração de artilheiros

Em 2020, o artilheiro foi Fidel Martínez, do Barcelona, com 8 gols. Em 2021, brilhou novamente Gabigol, agora com 11 gols. Em 2022, Pedro, do Flamengo, terminou como artilheiro e campeão, com 12 gols — uma das maiores marcas do século.

Na edição de 2023 da Libertadores, a América testemunhou a explosão de Germán Cano, do Fluminense, que marcou 13 gols e bateu o recorde brasileiro na competição. Em 2024, o posto foi de Júnior Santos, do Botafogo, com 10 gols.

A edição de 2025 terminou com dois artilheiros empatados: Flaco López, do Palmeiras, e Adrián Martínez, do Racing, ambos com 7 gols, em uma edição marcada pelo equilíbrio ofensivo. Flacco ainda pode ficar sozinho na lista de todos os artilheiros da Libertadores na história.

O maior artilheiro: Alberto Spencer, o rei da América

Apesar dos grandes nomes que passaram pela Libertadores, ninguém superou Alberto Spencer, que segue isolado como maior goleador da competição com 54 gols. Entre brasileiros, os maiores são Gabigol, Luizão, Palhinha, Pedro e Cano, que compõem a elite dos atacantes que mudaram o rumo do torneio.

Todos os artilheiros da Libertadores na história (1960–2024)

(asterisco = artilheiro campeão da edição)

  1. 1960 — Alberto Spencer (Peñarol-URU), 13 gols*
    1961 — Osvaldo Panzutto (Santa Fe-COL), 4
    1962 — Alberto Spencer (Peñarol-URU), 6
    Coutinho* (Santos-BRA) - Primeiro brasileiro artilheiro da Libertadores
    Enrique Raymondi (Emelec-EQU)
  2. 1963 — José Sanfilippo (Boca Juniors-ARG), 7
  3. 1964 — Mario Rodríguez (Independiente-ARG), 6*
  4. 1965 — Pelé (Santos-BRA), 7
  5. 1966 — Daniel Onega (River Plate-ARG), 17
  6. 1967 — Norberto Raffo (Racing-ARG), 14*
  7. 1968 — Tupãzinho (Palmeiras-BRA), 11
  8. 1969 — Alberto Ferrero (Santiago Wanderers-CHI), 8
  9. 1970 — Francisco Bertocchi (LDU Quito-EQU), 9
    Oscar Más (River Plate-ARG)
  10. 1971 — Luis Artime (Nacional-URU), 10*
    Raúl Castronovo (Peñarol-URU)
  11. 1972 — Oswaldo Ramírez (Universitario-PER), 6
    Percy Rojas (Alianza Lima-PER)
    Teófilo Cubillas (Alianza Lima-PER)
    Toninho Guerreiro (São Paulo-BRA)
  12. 1973 — Carlos Caszely (Colo-Colo-CHI), 9
  13. 1974 — Fernando Morena (Peñarol-URU), 7
    Pedro Rocha (São Paulo-BRA)
    Terto (São Paulo-BRA)
  14. 1975 — Fernando Morena (Peñarol-URU), 8
    Oswaldo Ramírez (Universitario-PER)
  15. 1976 — Palhinha (Cruzeiro-BRA), 13*
  16. 1977 — Néstor Scotta (Deportivo Cali-COL), 5
  17. 1978 — Guillermo La Rosa (Alianza Lima-PER), 8
    Néstor Scotta (Deportivo Cali-COL)
  18. 1979 — Juan José Oré (Universitario-PER), 6
    Miltão (Guarani-BRA)
  19. 1980 — Waldemar Victorino (Nacional-URU), 6*
  20. 1981 — Zico (Flamengo-BRA), 11*
  21. 1982 — Fernando Morena (Peñarol-URU), 7*
  22. 1983 — Roberto Luzardo (Nacional-URU), 8
  23. 1984 — Tita (Flamengo-BRA), 8
  24. 1985 — Juan Carlos Sánchez (Blooming-BOL), 11
  25. 1986 — Juan Carlos de Lima (Deportivo Quito-EQU), 9
  26. 1987 — Ricardo Gareca (América de Cali-COL), 7
  27. 1988 — Arnoldo Iguarán (Millonarios-COL), 5
  28. 1989 — Carlos Aguilera (Peñarol-URU), 10
    Raúl Amarilla (Olimpia-PAR)
  29. 1990 — Adriano Samaniego (Olimpia-PAR), 7*
  30. 1991 — Gaúcho (Flamengo-BRA), 8
  31. 1992 — Palhinha (São Paulo-BRA), 7*
  32. 1993 — Juan Carlos Almada (Universidad Católica-CHI), 9
  33. 1994 — Stalin Rivas (Minervén-VEN), 7
  34. 1995 — Jardel (Grêmio-BRA), 12*
  35. 1996 — Antony de Ávila (América de Cali-COL), 11
  36. 1997 — Alberto Acosta (Universidad Católica-CHI), 11
  37. 1998 — Sérgio João (Bolívar-BOL), 10
  38. 1999 — Fernando Baiano (Corinthians-BRA), 6
    Gauchinho (Cerro Porteño-PAR)
    Rubén Sosa (Nacional-URU)
    Ruberth Morán (Estudiantes de Mérida-VEN)
    Víctor Bonilla (Deportivo Cali-COL)
  39. 2000 — Luizão (Corinthians-BRA), 15
  40. 2001 — Lopes (Palmeiras-BRA), 9
  41. 2002 — Rodrigo Mendes (Grêmio-BRA), 10
  42. 2003 — Marcelo Delgado (Boca Juniors-ARG), 9*
    Ricardo Oliveira (Santos-BRA)
  43. 2004 — Luís Fabiano (São Paulo-BRA), 8
  44. 2005 — Santiago Salcedo (Cerro Porteño-PAR), 9
  45. 2006 — Agustín Delgado (LDU Quito-EQU), 5
    Aloísio (São Paulo-BRA)
    Daniel Montenegro (River Plate-ARG)
    Ernesto Farías (River Plate-ARG)
    Félix Borja (El Nacional-EQU)
    Fernandão* (Internacional-BRA)
    Jorge Quinteros (Universidad Católica-CHI)
    José Luis Calderón (Estudiantes-ARG)
    Marcinho (Palmeiras-BRA)
    Mariano Pavone (Estudiantes-ARG)
    Nilmar (Corinthians-BRA)
    Patricio Urrutia (LDU Quito-EQU)
    Sebastián Ereros (Vélez-ARG)
    Washington (Palmeiras-BRA)
  46. 2007 — Salvador Cabañas (América-MEX), 10
  47. 2008 — Marcelo Moreno (Cruzeiro-BRA), 8
    Salvador Cabañas (América-MEX)
  48. 2009 — Mauro Boselli (Estudiantes-ARG), 8*
  49. 2010 — Thiago Ribeiro (Cruzeiro-BRA), 8
  50. 2011 — Roberto Nanni (Cerro Porteño-PAR), 7
    Wallyson (Cruzeiro-BRA)
  51. 2012 — Matías Alustiza (Deportivo Quito-EQU), 8
    Neymar (Santos-BRA)
  52. 2013 — Jô (Atlético Mineiro-BRA), 7*
  53. 2014 — Julio dos Santos (Cerro Porteño-PAR), 5
    Nicolás Olivera (Defensor-URU)
  54. 2015 — Gustavo Bou (Racing-ARG), 8
  55. 2016 — Jonathan Calleri (São Paulo-BRA), 9
  56. 2017 — José Sand (Lanús-ARG), 9
  57. 2018 — Miguel Borja (Palmeiras-BRA), 9
    Wilson Morelo (Santa Fe-COL)
  58. 2019 — Gabriel Barbosa (Flamengo-BRA), 9*
  59. 2020 — Fidel Martínez (Barcelona-EQU), 8
  60. 2021 — Gabriel Barbosa (Flamengo-BRA), 11
  61. 2022 — Pedro (Flamengo-BRA), 12*
  62. 2023 — Germán Cano (Fluminense-BRA), 13*
  63. 2024 — Júnior Santos (Botafogo-BRA), 10*
  64. 2025 — Adrián Martínez (Racing) e Flaco López (Palmeiras), 7
    - Flaco pode ser o artilheiro máximo se marcar na final da Libertadores 2025.
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