Lobo completa 10 anos e consolida modelo de marca própria no Paysandu

Marca própria do Paysandu Sport Club completa uma década consolidada como uma das operações mais bem-sucedidas do país entre clubes de futebol

PorLance!Rio de Janeiro (RJ)
07/01/2026 08:00
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Lobo, marca própria do Paysandu Sport Club, completa dez anos consolidada como uma das operações mais bem-sucedidas do país entre clubes de futebol. Desde a profissionalização do modelo, a fornecedora se tornou a principal fonte de receita comercial do clube, gerando mais de R$ 11 milhões entre 2022 e 2024 e reduzindo a dependência do desempenho em campo.

Origem: necessidade virou oportunidade

O então presidente Alberto Maia estruturou, com a nova equipe de marketing, um projeto para criar uma fornecedora própria de material esportivo. A meta era fortalecer a identidade do clube, ampliar a receita e criar um canal mais direto com o torcedor. Em fevereiro de 2016, a Lobo foi oficialmente lançada.

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Adoção imediata e expansão

Desde o primeiro ano, a marca registrou forte adesão da torcida. Em poucos meses, o Paysandu passou a receber com a Lobo valores equivalentes ao que obtinha em um ano inteiro com a antiga parceira. Ao mesmo tempo, a liberdade criativa permitiu desenvolver coleções mais alinhadas à cultura e aos símbolos do clube.

O portfólio cresceu, novas lojas foram abertas e, no fim de 2016, o lançamento do uniforme da temporada seguinte reuniu cerca de 10 mil pessoas em um dos principais espaços de shows da Região Metropolitana de Belém.

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Qualidade como pilar competitivo

As camisas de jogo passaram a incorporar tecnologias têxteis e padrões industriais adotados por grandes marcas internacionais. O avanço incluiu melhorias em materiais, modelagem e processos produtivos.

Entre 2017 e 2019, a Lobo consolidou crescimento em faturamento e diversificação de produtos, influenciando outros clubes brasileiros a adotarem o modelo de marca própria. Mas o período também expôs desafios operacionais típicos de um negócio complexo dentro de um clube de futebol — como gestão de estoque, relação com fornecedores, logística e B2B.

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Profissionalização e mudança de modelo

Com o acúmulo de passivos e recursos imobilizados, o então presidente Ricardo Gluck Paul decidiu, em 2019, profissionalizar a gestão da marca e separar a operação comercial do caixa do clube.

O novo modelo começou em 2020, já em meio à pandemia. Desde então, toda a receita passou a chegar ao Paysandu na forma de royalties. O clube deixou de assumir riscos operacionais, custos de produção, tributos e folha de pessoal, eliminando o chamado "caixa cruzado"

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Lançamento Camisa Eterna 2026 - Foto: Divulgação

Modelo de negócios com múltiplas receitas

Royalties, fundos vinculados, licenciamento e canais B2B e B2C passaram a compor um sistema integrado. Mais de R$ 5 milhões foram investidos na expansão e profissionalização da rede, com a adoção de franquias. O número de lojas triplicou e os pontos passaram a operar com padrões unificados de gestão e layout.

Números que explicam o sucesso

Entre 2022 e 2024, a Lobo gerou R$ 11,21 milhões em receitas diretas ao Paysandu, tornando-se o maior patrocinador do clube no período. O parceiro mais próximo injetou R$ 7,33 milhões.

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A comparação entre modelos reforça o salto:

  • 2016–2019 (modelo interno): R$ 8,13 milhões em resultados — média anual de R$ 2,03 milhões
  • 2020–2024 (modelo profissionalizado): R$ 16,11 milhões — média anual de R$ 3,22 milhões

Sem considerar 2020, ano afetado pela pandemia, o desempenho é ainda maior.

Estrutura que concentra valor no clube

Em 2024, o Paysandu recebeu aproximadamente R$ 4,2 milhões via royalties e fundos vinculados. O formato concentra maior parte da geração de valor no clube, transfere risco operacional aos parceiros e reduz a dependência do desempenho esportivo na temporada — característica apontada por especialistas como diferencial do modelo.

Referência para o mercado

Ao completar dez anos, a Lobo se consolida como um ativo estratégico do Paysandu e exemplo de como uma marca própria, quando estruturada com governança e profissionalização, pode gerar receita recorrente, reduzir riscos e fortalecer a sustentabilidade financeira.

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A experiência já inspira outros clubes brasileiros que buscam previsibilidade de caixa e novas fontes de receita em um ambiente cada vez mais competitivo.

*Conteúdo publieditorial

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