Como aumentar a arrecadação dos clubes brasileiros em 2023?

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Os problemas financeiros graves assolam o futebol brasileiro quase em sua totalidade. Nesse sentido, ao longo dos últimos anos, as equipes têm buscado novas soluções, como a própria lei da SAF. Porém, independentemente do modelo de governança da instituição, o aumento das receitas é um caminho para equilibrar as finanças. E a pergunta é 'simples': como os clubes podem aumentar a arrecadação anual?
Valorizando o 'match day'
O 'dia de jogo' é um conceito bem mais difundido na Europa. A ideia é aproveitar ao máximo a movimentação de pessoas na data do jogo ao redor do estádio para vender produtos e serviços. Nesse sentido, a abertura de museus, shoppings, praças de alimentação e megalojas ligadas ao clube favorece a arrecadação de dinheiro.
Em termos de parcerias, os clubes podem se ligar a empresas para realizar ativações no ambiente do estádio. Além disso, os espaços on-line das equipes envolvidas na partida podem ser comercializados com marcas e companhias de mídia, valorizando não apenas o dono da casa, mas também o visitante.
Consolidando parcerias já existentes
Ao longo de muitos anos, as instituições financeiras foram as maiores apoiadoras do futebol brasileiro. Nesse sentido, marcas como Caixa Econômica Federal e Crefisa se destacaram com parcerias de sucesso. Porém, nas últimas temporadas, um novo setor começou a investir no futebol: as casas de apostas.
No ano de 2022, as empresas de apostas esportivas firmaram parcerias com todos os 20 clubes da Série A. A expectativa para 2023 é de consolidação da relação com o mercado das bets, com a procura por contratos mais duradouros e mais rentáveis. Um exemplo dessa busca é o Corinthians, que encerrou uma negociação a curto prazo para fechar um vínculo mínimo de 3 anos com uma marca do setor.
Assim, os clubes precisam aproveitar melhor a abertura do mercado de apostas esportivas. As primeiras experiências de parcerias deram o start no cenário, mas o vínculo precisa render receitas maiores dentro do orçamento dos times da elite do futebol nacional.
Buscando novas parcerias
Em termos comerciais, os clubes brasileiros ainda são conservadores na publicidade. No geral, as parcerias ficam restritas à exploração do espaço da camisa e do estádio, além do fornecimento de material esportivo e de alimentação. A presença on-line das equipes ainda carecem de maior peso nas receitas anuais, com a necessidade de aproveitar os canais nas redes sociais e as possibilidades comerciais que o digital já trouxe para outras áreas da economia.
Investindo nas categorias de base
Boa parte das receitas dos principais clubes brasileiros advem da venda de atletas. E não há grandes motivações para mudar o cenário. Pelo contrário, as equipes precisam investir cada vez mais na formação de novos jogadores. Além de contribuir para o fortalecimento do plantel com nomes de qualidade, garante potencial de mercado para equilibrar as finanças no médio e a longo prazo.
Por fim, a SAF e as novas organizações estatuárias e empresariais dos clubes são importantes para trazer novas dinâmicas ao futebol brasileiro. Porém, para além de mudar o regulamento, a elite do esporte nacional precisa expandir os horizontes para aproveitar todo o potencial consumidor do principal desporto do país.
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