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Bastidores: saiba o que jogadores e diretoria disseram aos torcedores do Fluminense no protesto

Canobbio, Samuel Xavier, Martinelli e Renê representaram o elenco

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Pedro Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 17/04/2026
04:00
Atualizado há 3 minutos
Time do Fluminense perfilado antes de enfrentar o Rivadavia (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense)
imagem cameraTime do Fluminense perfilado antes de enfrentar o Rivadavia (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense)

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A reapresentação do Fluminense nesta quinta-feira (16) foi marcada por um clima de cobrança no CT Carlos Castilho. Após a derrota para o Independiente Rivadavia e a sequência de quatro jogos sem vitória, cerca de 40 integrantes de torcidas organizadas foram ao local para protestar. O grupo chegou por volta das 16h e abordou jogadores na entrada. Houve reforço no policiamento para controlar o movimento — necessário também pela localização do centro de treinamento, que fica na Cidade de Deus, comunidade do Rio de Janeiro.

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➡️Canobbio se pronuncia após polêmica na zona mista do Fluminense

Com a situação controlada, o protesto evoluiu para uma conversa direta entre torcedores, jogadores e membros da diretoria, em frente às dependências do clube. Samuel Xavier, Canobbio, Martinelli e Renê se prontificaram a falar com os presentes. O encontro ocorreu de forma pacífica, apesar do tom firme das cobranças.

Canobbio

Entre os jogadores, Samuel Xavier e Canobbio assumiram a linha de frente nas respostas. O uruguaio reconheceu a queda de rendimento da equipe nas últimas partidas, mas fez questão de afastar qualquer relação com o adiamento do clássico contra o Flamengo. Também rechaçou insinuações de falta de entrega ou problemas internos no grupo, reforçando que o elenco segue unido. Canobbio ainda explicou que a declaração dada após o jogo, de que não falaria na zona mista, foi influenciada pelo momento de irritação com a arbitragem, que, na visão dele, permitiu excesso de cera do adversário. O jogador revelou que foi orientado a não se pronunciar para não ser punido pela Conmebol.

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Samuel Xavier

Samuel Xavier seguiu discurso semelhante. O lateral admitiu o momento ruim, mas relembrou a força recente do Fluminense como mandante, destacando que a equipe vinha de uma longa invencibilidade no Maracanã. Como exemplo, citou a campanha de 2023, quando o time também enfrentou dificuldades na fase de grupos da Libertadores antes de se recuperar ao longo da competição.

Outras lideranças do elenco, como Martinelli e Renê, adotaram postura mais reservada e permaneceram ouvindo as manifestações dos torcedores durante o encontro. Em um dos momentos, Martinelli foi incentivado por integrantes da torcida, que o trataram como alguém identificado com o clube.

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— Você é um dos nossos, Martinelli — gritava um dos torcedores.

Mattheus Montenegro

Pelo lado da diretoria, Mattheus Montenegro foi o mais ativo. O posicionamento foi de assumir a responsabilidade por decisões recentes que geraram desgaste, especialmente a concordância com o adiamento do Fla-Flu. Foi explicado aos torcedores que a mudança de data não dependia apenas do clube, já que havia alinhamento prévio de entidades como CBF, emissora detentora dos direitos e órgãos de segurança. Ainda assim, houve o reconhecimento de que ele também estaria criticando se fosse torcedor — mas, no comando do clube, diferentes fatores precisam ser considerados, mesmo quando a escolha vai contra o sentimento das arquibancadas. O presidente afirmou que entendeu, naquele momento, que a decisão era a melhor para o clube, por diferentes motivos.

A conversa terminou sem incidentes, mas deixou claro o nível de insatisfação do torcedor tricolor com o momento da equipe. Dentro de campo, o Fluminense tenta reagir já no próximo compromisso pelo Brasileirão, diante do Santos, na Vila Belmiro, neste domingo (19).

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Torcedores protestam após derrota do Fluminense na Libertadores (Foto: Reprodução)
Torcedores protestam após derrota do Fluminense na Libertadores (Foto: Reprodução)

Como foi a derrota do Fluminense para o Rivadavia?

O Fluminense começou a partida com intensidade no Maracanã e rapidamente transformou o volume em vantagem. Apostando nas jogadas pelo lado direito, o Tricolor criou as primeiras chances com Castillo e Canobbio, até abrir o placar aos nove minutos: Savarino cruzou na medida para Guilherme Arana, que dominou e finalizou cruzado para fazer 1 a 0. Mesmo após o gol, a equipe seguiu pressionando e quase ampliou aos 20, quando Canobbio desperdiçou rebote dentro da área após boa defesa de Bolcato em chute de Savarino.

A partir da metade do primeiro tempo, porém, o cenário mudou. O Independiente Rivadavia passou a encaixar melhor os contra-ataques e começou a explorar a principal fragilidade tricolor: a bola aérea. Depois de algumas investidas perigosas, os argentinos chegaram ao empate aos 36 minutos. Em cobrança de falta levantada na área, a defesa do Fluminense não conseguiu afastar, e Sartori apareceu para completar de cabeça. O gol esfriou o time da casa, que ainda tentou responder em finalizações de média distância, mas foi para o intervalo sob vaias da torcida.

Na volta para o segundo tempo, o Fluminense tentou retomar o controle, mas foi surpreendido logo aos seis minutos em um lance caótico. Após uma sequência de erros defensivos, incluindo falhas de Fábio e da linha de defesa, a bola sobrou para Arce, que aproveitou o gol aberto para virar o jogo para o Independiente Rivadavia. O gol abalou o Tricolor, que passou a encontrar dificuldades para construir jogadas e viu a equipe argentina crescer na partida, ameaçando em contra-ataques e bolas paradas.

Somente na reta final o Fluminense voltou a pressionar de forma mais consistente, impulsionado pelas entradas ofensivas e pelo desgaste do adversário. Savarino obrigou Bolcato a fazer grande defesa em chute de fora da área, enquanto John Kennedy teve a melhor chance ao cabecear firme, mas para fora. Nos acréscimos, o time partiu para o abafa, acumulando cruzamentos e finalizações, mas esbarrou na defesa argentina e na falta de precisão. Sob protestos da torcida, que chamou o time de "sem vergonha", o Tricolor não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1 no Maracanã.

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