AFP

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Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
03/09/2020
07:45
São Paulo (SP)

A cada janela de transferência, jovens são negociados por dezenas, até mais de uma centena, de milhões de euros. É a molecada, ou ao menos aqueles na primeira metade de carreira, que costuma receber as luzes dos holofotes na Europa. Dessa vez, no entanto, a situação é diferente: o mercado está de olho nos veteranos.

Edinson Cavani, Ivan Rakctic, Luis Suárez, Arturo Vidal, Thiago Silva, Willian e o maior de todos, Lionel Messi. Todos eles já passaram dos 30 anos. E ou já foram negociados, estão sem clube ou bem perto de sair. Uma conjunção de fatores contribui para isso. O principal é possivelmente a crise econômica causada pela paralisação do futebol. Os clubes, quase todos, não podem apostar alto em promessas e veteranos têm menor valor de mercado - Raktic custou 1,5 milhão de euros ao Sevilla, que não vai pagar mais do que 9 milhões ao Barcelona caso o meia croata se saia muito bem.

No clube catalão, que sempre enche o carrinho no mercado, Ronald Koeman vai remontar o time sem muito dinheiro. Cavani, que deixou o PSG, aparentemente ainda pode escolher para onde vai, e Benfica e Napoli têm interesse. Assim como a Juventus e o PSG olham atentamente para Suárez. Thiago e Willian seguem na prateleira de cima, como deve acontecer com o chileno Vidal, apagado há dois anos. Messi é a exceção, e pode custar bom dinheiro ao Manchester City, mas que é um time cujo dinheiro jorra de poços de petróleo.

Ainda resta tempo até que a janela seja fechada. Mas, por ora, já se pode dizer que aqueles que mandam no mercado são as panelas velhas que ainda fazem comida boa.

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