Pesquisa aponta times que mais se beneficiaram financeiramente na Champions League
Formato que está na segunda temporada mantém alguns padrões, mas cria outros

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Um estudo da Football Benchmark sobre a temporada atual da Champions League indica quais clubes concentraram os maiores ganhos financeiros com o novo formato da competição. Esta é a segunda edição com a fase de liga em vez da fase de grupos. A análise divulgada considera a combinação de pagamentos fixos de participação, bônus por desempenho e a relação desses valores com as receitas operacionais recentes dos clubes.
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De acordo com o levantamento, clubes de maior porte esportivo e financeiro seguem concentrando as maiores cifras absolutas em premiações. Equipes como Bayern de Munique, Manchester City, Liverpool e Arsenal aparecem entre os que superaram a marca de € 90 milhões em receitas estimadas após a fase de liga. Os valores são estimados pelo analista financeiro Swiss Ramble.
No recorte de impacto proporcional, porém, a Football Benchmark aponta que clubes de menor estrutura financeira foram os que mais se beneficiaram em termos relativos. Em casos como Qarabağ, do Azerbaijão, e o Bodø/Glimt da Noruega, os valores gerados com a participação na Champions League superaram a receita anual mais recente. Ou seja: a presença no torneio europeu teve peso determinante no equilíbrio financeiro dos clubes na temporada.
A análise também indica que, para equipes como Monaco (FRA), Union Saint-Gilloise (BEL) e Olympiacos (GRE), as receitas provenientes da Champions representaram mais da metade da receita operacional anual. Nesses casos, a competição europeia se consolida como uma das principais fontes de recursos.
Em termos de distribuição dos recursos, o estudo lembra que os 36 participantes da fase de liga receberam um valor fixo de entrada, estimado em € 18,62 milhões, além de bônus por vitórias e empates. A partir desse patamar, o avanço às fases eliminatórias amplia o montante recebido por cada clube.
Também foram cruzados os resultados esportivos com o valor de mercado dos elencos. O levantamento aponta correlação entre maior capacidade de investimento no grupo de jogadores e posições mais altas na fase de liga, ainda que haja exceções. O relatório cita que clubes com elencos de menor valor conseguiram avançar aos play-offs, o que, em alguns casos, ampliou o retorno financeiro da campanha europeia.
Segundo a consultoria, após duas temporadas com o novo formato da Champions League, a hierarquia financeira do futebol europeu segue influenciando os resultados esportivos e a distribuição de receitas. Mesmo com o aumento do número de jogos e de participantes.

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