Jogagor brasileiro relata fuga antes da guerra no Irã e projeta seleções na Copa
Jair Tavares detalha passagem pelo FC Mes Rafsanjan, lamenta destruição da capital Teerã

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O volante brasileiro Jair Tavares, de 31 anos, detalhou a sua passagem pelo futebol do Irã em 2025, período que antecedeu o atual cenário de guerra no país. O atleta, que atua no AFC Hermanstadt, da Romênia, comentou a destruição da capital Teerã e analisou a classificação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026. Revelado pelo Ituano, o jogador acumula 243 partidas oficiais na carreira e experiências em competições europeias.
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Na temporada passada, o meio-campista defendeu as cores do FC Mes Rafsanjan, equipe da primeira divisão do Irã. A saída do profissional ocorreu exatos sete dias antes do início dos conflitos armados na região. Jair Tavares morou na capital e relatou um choque de realidade ao receber atualizações recentes sobre a situação estrutural da cidade após os ataques. O atleta mantém contato frequente com amigos locais para buscar informações sobre a segurança da população.
— O período no Irã foi de grande aprendizado. Em relação ao clima tenso que sempre existe no país, por conta do cenário atual, em nenhum momento senti medo ou me senti ameaçado. Morei na capital, Teerã, e é uma cidade muito bonita. Pude observar a cultura local e presenciar a virada do ano para eles, no dia 18 de março. Exatamente uma semana depois da minha saída, a guerra começou. Hoje, ao ver fotos e vídeos, sinto tristeza ao notar o país destruído, pois tenho amigos lá — afirmou.

Copa do Mundo e paixão local
A vivência no país permitiu ao volante observar a relação da população iraniana com o esporte e a admiração pelos brasileiros. Com a garantia de vaga do Irã na Copa do Mundo de 2026, Jair Tavares apontou um misto de sentimentos entre os torcedores. O jogador explicou que a alegria pela conquista esportiva divide espaço com a apreensão motivada pela impossibilidade de acompanhar a seleção de perto no Mundial. O brasileiro reiterou o impacto emocional das notícias enviadas por ex-colegas.
— Eles amam o futebol e o povo brasileiro. Há bandeiras do Brasil por toda parte. Acredito na felicidade deles com a vaga na Copa. Por outro lado, acredito que também sentem um pouco de medo, pelo fato de o povo não poder ver a seleção de perto no Mundial. Me sinto muito triste por tudo isso. Há quatro dias, falei com um amigo iraniano e ele me disse que a cidade de Teerã está destruída. Me doeu ouvir isso e torço para que o povo fique bem — detalhou.

Trajetória europeia e avaliação da Turquia
Além do futebol iraniano e da atual temporada na Romênia, com 22 jogos disputados pelo AFC Hermanstadt, Jair Tavares possui histórico em outros centros europeus. O currículo do volante registra dois títulos da liga nacional e uma Copa da Finlândia. O atleta também coleciona participações em fases preliminares da Champions League, da Europa League e da Conference League.
Durante o período na Turquia, o meio-campista morou em Istambul e enfrentou jogadores de destaque mundial, como Mesut Özil e Arda Güler, na época vinculados ao Fenerbahçe. A experiência em solo turco fundamentou a análise do jogador sobre a classificação do país para a Copa de 2026.
— O povo turco merece o retorno com a sua seleção na Copa. É um país que ama o esporte e apresenta melhoras contínuas no nível da liga. Acredito que a Turquia irá dar muita alegria ao seu povo no Mundial. Morei em Istambul e fiquei apaixonado pela cidade — concluiu o volante.
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