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Ex-Fluminense detalha bastidores de jogar Champions League: 'Assunto em casa'

Dani Bolt jogou contra Liverpool e Champions na competição

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porNathalia Gomes,
Dia 07/04/2026
07:30
Dani Bolt em ação pelo Qarabag, contra o Liverpool, na Champions League (Foto: Reprodução/Instagram)
imagem cameraDani Bolt em ação pelo Qarabag, contra o Liverpool, na Champions League (Foto: Reprodução/Instagram)

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O lateral-direito Dani Bolt, ex-Fluminense e atualmente no Qarabag, do Azerbaijão, concedeu entrevista exclusiva ao Lance! para falar sobre sua primeira experiência na Champions League. O jogador de 26 anos revelou bastidores da campanha da equipe azerbaijana na competição, que incluiu confrontos contra gigantes europeus, além de detalhar o processo de adaptação ao novo país e o significado de disputar o principal torneio do continente.

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O Qarabag disputou a fase de liga da Champions League e acumulou resultados expressivos. A equipe venceu o Benfica por 3 a 2 no Estádio da Luz e empatou por 2 a 2 com o Chelsea no Tofig Bahramov Stadium, em Bacu. A campanha contou ainda com vitória por 2 a 0 sobre o Copenhagen. Com três triunfos, o clube terminou na 22ª colocação e avançou aos playoffs, sendo eliminado pelo Newcastle, que venceu os dois confrontos.

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A possibilidade de disputar a Champions foi determinante para a escolha de Bolt. O lateral destacou o peso simbólico de viver o torneio dentro de campo, algo que sempre acompanhou à distância ao longo da carreira.

– É uma experiência muito boa, um sonho de qualquer jogador. Sempre assisti pela TV e imaginava estar nesse nível, enfrentando grandes equipes como aconteceu contra Liverpool e Chelsea. Ouvir o hino e estar ali dentro foi especial para mim – contou.

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Dani Bolt em ação pelo Qarabag, contra o Liverpool, na Champions League (Foto: Reprodução/Instagram)
Dani Bolt em ação pelo Qarabag, contra o Liverpool, na Champions League (Foto: Reprodução/Instagram)

Além do impacto esportivo, Bolt também detalhou o ambiente vivido antes das partidas e como o torneio passou a fazer parte da rotina fora de campo, inclusive nas conversas com familiares.

– Jogar a Champions pela primeira vez muda tudo, vira assunto em casa, todo mundo pergunta como você está se sentindo. A atmosfera impressiona, torcida, estádio, tudo. Mas quando a bola rola, é 11 contra 11. A gente foca no nosso jogo e acredita que pode competir com qualquer adversário. Não foi à toa que empatamos com o Chelsea – relembrou.

Ao relembrar a campanha, o lateral destacou o momento em que o Qarabag confirmou a classificação para os playoffs, algo que inicialmente parecia distante.

– A gente sabia que estava perto, mas a ficha caiu mesmo quando saíram as equipes eliminadas e vimos que estávamos entre os classificados. Foi uma experiência marcante, algo que todo jogador busca viver – afirmou.

Bolt também explicou que a chance de disputar a Champions League foi o principal fator para aceitar a proposta do Qarabag. Segundo ele, a decisão esteve diretamente ligada à ambição de atuar em alto nível no futebol europeu.

– Quando surgiu a proposta, já existia a possibilidade de disputar o playoff da Champions. Eu acreditei nisso. Além da evolução na carreira, queria viver esse nível de competição. Foi isso que me fez aceitar o desafio – disse.

Durante a campanha, o lateral também viveu momentos marcantes fora das quatro linhas. Em um dos jogos, contra o Liverpool, reencontrou Alisson, irmão de Muriel, com quem jogou ao lado no futebol brasileiro.

– Eu conversei com o Alisson, porque joguei com o Muriel, no Fluminense. No intervalo, a gente bateu um papo. Falei com ele, joguei com o irmão dele. Inclusive, ele me deu a camisa autografada. Agradeci ele. Foi uma das pessoas com quem conversei. – revelou.

Adaptação e crescimento no futebol do Azerbaijão

Ao abordar a experiência no Azerbaijão, Bolt destacou a evolução do futebol local e o papel do Qarabag na visibilidade da liga. Segundo o jogador, o interesse de outros atletas pelo país tem aumentado.

– A liga vem crescendo e chamando atenção. Muitos jogadores perguntam como é aqui antes de aceitar propostas. O Qarabag tem ajudado a levar o nome do país para fora. Ainda é pouco conhecida em comparação ao Brasil, mas está evoluindo – explicou.

Ele também ressaltou o aprendizado fora de campo, com a adaptação a uma nova cultura e estilo de jogo, fatores que considera importantes para a carreira.

– Além da Champions, tem a experiência de viver outra cultura, outro futebol. Isso agrega muito. Mas, independentemente da competição, a mentalidade é a mesma: competir e buscar a vitória em todos os jogos – finalizou.

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