Fortaleza conquistou o Nordestão em 2019

Foto: Gustavo Simão/FortalezaEC

Futebol Latino
03/07/2019
14:27
Fortaleza (CE)

O Fortaleza apresentou um crescimento significativo em suas receitas na última temporada. De acordo com um levantamento da Pluri Consultoria, o Tricolor de Aço fechou a arrecadação de 2018 com um aumento de 111%.

O estudo divulgado pelo economista Fernando Ferreira elabora relatórios detalhados dos 35 principais clubes do Brasil analisando os balanços financeiros divulgados pelos próprios times. Entre eles, o aumento de receitas do Fortaleza foi o maior em porcentagem.

Em 2018, quando conquistou o título da Série B e o acesso para a elite do futebol nacional, o clube cearense terminou o balanço com R$51,6 milhões, nível recorde em sua história. Na opinião do presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, o desempenho da equipe dentro de campo foi decisivo para o aumento no faturamento:

- Em 2017, na Série C, o time não tinha cotas de televisão e passou a ter na Série B e também na Série A. São cotas progressivas. Além disso, devido ao bom momento, os torcedores têm frequentado mais o estádio, consequentemente, as operações de jogo passaram a ser mais superavitárias.

A alta ficou concentrada em quatro fatores: bilheteria, programa de sócios, marketing e nos royalties de produtos que inclui as lojas oficiais.

- Nós incrementamos muito na área comercial de produtos, pois tínhamos apenas uma loja com o ganho mensal de 40 mil reais e, hoje, temos oito delas com um “mix” de produtos muito maior que rendeu um faturamento de 1,5 milhão em abril de 2019, por exemplo - explica Paz.

Entretanto, o maior ativo do clube na atualidade é o seu torcedor. Do total de receitas do Tricolor, o estudo aponta que 72% vem diretamente do seu torcedor entre bilheteria, licenciamento, loterias, sócios e pay-per-view.

Neste cenário, o maior destaque fica para o crescimento exponencial do número de sócios torcedores. Entre janeiro de 2018 e abril de 2019, o clube saltou de 14 mil sócios para pouco mais de 28 mil, atingindo a marca de 30 mil em maio. O faturamento mensal, que antes era de R$ 400 mil com o programa, pulou para cerca R$ 1 milhão arrecadado atualmente. O valor representa um quarto de todas as receitas que entram no Leão.

- O sócio torcedor é uma receita excelente para nós. Temos investido muito na fidelização e serviços na procura de novos sócios - afirma o presidente do Leão do Pici.

- Tentaremos aumentar ainda mais nosso programa. Acredito que ainda temos campo para crescer pelo menos 20% e chegar aos 36 mil - continua.

Paz acredita também que o clube pode evoluir no campo do licenciamento de marca:

- Vamos conseguir isso criando uma diversidade de produtos para serem consumidos pelos torcedores. Pensamos em lançar uma linha popular de camisas oficiais do clube com preço menor para atingir um público que não consegue comprar as mais caras, mas deseja ter um uniforme oficial do clube.

No campo dos patrocínios, o Fortaleza intensificou a busca por novos parceiros após a saída da Caixa Econômica Federal. O clube anunciou no fim de maio o acordo com o banco digital Digi+ para o espaço máster da camisa. Além dele, os cearenses também contam com os patrocínios da NetBet, Arena.Club, MRV, Unimed, Alubar e MVC.