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"Mario Kart"? 120 ultrapassagens na estreia da F1 viram motivo de crítica entre pilotos

Max Verstappen e Sergio Pérez compararam mudança com jogo infantil Mario Kart

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Rio de Janeiro (RJ)
Dia 12/03/2026
17:03
Max Verstappen após batida em classificação do GP da Austrália na F1 2026 (Foto: Paul Crock / AFP)
imagem cameraMax Verstappen após batida em classificação do GP da Austrália na F1 2026 (Foto: Paul Crock / AFP)

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Quem já jogou Mario Kart sabe como é divertido pegar um cogumelo e ganhar impulso suficiente para ultrapassar vários adversários. Com o novo regulamento da Fórmula 1 em 2026, a sensação parece ter sido semelhante para alguns pilotos no GP da Austrália. Em meio a 120 ultrapassagens – número que impressionou a categoria –, o que ficou como principal lição para o pelotão foi justamente a insatisfação de parte dos competidores.

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É inegável que houve um aumento significativo no número de mudanças de posição durante a primeira etapa do calendário. No ano passado, por exemplo, foram registradas 16 ultrapassagens na corrida australiana — número que, ainda assim, superou a edição de 2024, quando apenas 12 manobras desse tipo foram contabilizadas. A suposta evolução, no entanto, não corresponde à avaliação de alguns pilotos do grid.

A ideia era simples: elevar o nível de ação na pista, o que deixaria, em tese, as corridas mais interessantes. O que se viu, porém, foi uma clara diminuição das disputas "roda a roda", com ultrapassagens conquistadas majoritariamente nas retas graças à administração de energia. No regulamento válido a partir de 2026, o motor elétrico passa a representar 50% da potência total do carro, alterando significativamente a forma como os pilotos executam as manobras.

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Com isso, surgem novos problemas. Quando tiver de mais energia, o piloto consegue atacar o adversário em uma reta, mas a situação muda quando a bateria se esgota. Na reta seguinte, a vantagem inverte de lado, facilitando uma nova ultrapassagem. Esse efeito de troca constante de posições acabou se repetindo ao longo da prova, que terminou com 120 ultrapassagens em apenas 58 voltas.

Max Verstappen, da Red Bull, durante o GP da Austrália de F1 (Foto: Paul Crock/ AFP)
Max Verstappen, da Red Bull, durante o GP da Austrália de F1 (Foto: Paul Crock/ AFP)

Corrida se tornou artificial?

As ultrapassagens se tornaram um dos principais temas entre os pilotos após o GP da Austrália. Embora o alto número de mudanças de posição possa, à primeira vista, sugerir uma corrida mais movimentada, parte do grid avalia que o novo regulamento acabou reduzindo o peso da disputa direta entre os competidores.

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Nesta quinta-feira (12), durante a coletiva na China – palco da segunda etapa da temporada –, Max Verstappen criticou os efeitos do novo conjunto de regras na dinâmica das corridas. O holandês utilizou um tom irônico ao comparar as ultrapassagens com a mecânica do famoso jogo de corrida.

— Troquei meu simulador por um Nintendo Switch. Estou praticando um pouco de Mario Kart, aliás. Encontrar os cogumelos está indo muito bem. O casco azul é um pouco mais difícil, mas estou tentando — disse Verstappen.

A analogia com o jogo da Nintendo também apareceu nas declarações de Sergio Pérez. Ex-companheiro de equipe do holandês e atualmente piloto da Cadillac, o mexicano afirmou que o processo de ultrapassagem se tornou superficial após as mudanças.

— Achei muito falso, para ser honesto. É tudo só apertar um botão. Você ultrapassa e depois é ultrapassado, no estilo Mario Kart — destacou Checo.

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Estreia marcada por recorde da Globo

O Grande Prêmio da Austrália, que marcou o retorno da Fórmula 1 à TV Globo, registrou a maior de audiência de um GP da Austrália em 15 anos. Além disso, a corrida marcou também o maior índice de uma primeira corrida de F1 do ano desde 2020, em São Paulo.

O evento também registrou a maior média de audiência do automobilismo na TV aberta na praça desde novembro de 2021. A etapa de abertura da temporada 2026 na Fórmula 1, exibida na madrugada marcou 7 pontos e 26% de participação entre os paulistas – um aumento de 17% na média da faixa horária no comparativo com os quatro sábados anteriores.

Já no Rio de Janeiro, a transmissão da corrida da Fórmula 1 marcou 5 pontos e 20% de participação, recorde do automobilismo na praça desde dezembro de 2020. Foi também a maior audiência de um GP da Austrália desde a edição de 2019.

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