GP do Canadá foi palco da maior corrida da história da F1

Após mudanças nas regras, recorde se tornou inalcançável na Fórmula 1

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
22/05/2026 07:00
No GP do Canadá de 2011, Jenson Button venceu após cair para último (Foto: Acervo Lance!)
No GP do Canadá de 2011, Jenson Button venceu após cair para último (Foto: Acervo Lance!)

Em 12 de junho de 2011, o Circuito Gilles Villeneuve entrou para a história da Fórmula 1 ao receber a corrida mais longa já realizada pela categoria. Marcado por chuva intensa, acidentes e uma longa interrupção por bandeira vermelha, o GP do Canadá teve duração total de 4h04min39s537 ao longo de 70 voltas – um verdadeiro teste de resistência, estratégia e paciência para pilotos, equipes e torcedores.

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Relembre a corrida

O roteiro começou relativamente normal, com pista molhada, Safety Car e estratégias variadas de pneus. Mas, após algumas voltas, a chuva apertou a tal ponto que a visibilidade caiu a quase zero e a aquaplanagem se tornou inevitável em vários pontos da pista. Resultado: bandeira vermelha, carros alinhados no pit lane e uma espera de mais de duas horas até que as condições fossem consideradas minimamente aceitáveis para recomeçar.

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No meio do caos, Jenson Button viveu uma das performances mais improváveis da carreira. Ele se envolveu em toques, inclusive com o companheiro Lewis Hamilton, levou drive-through, caiu para a última posição e fez seis passagens pelos boxes, entre trocas de pneus e punição. Mesmo assim, aproveitou cada relargada, cada período de Safety Car e a pista secando no fim para escalar o pelotão.

Na volta final, com a pista já em condições bem melhores, Button pressionou Sebastian Vettel, que liderava desde o início. Sob pressão e com o asfalto escorregadio fora da linha ideal, Vettel cometeu um pequeno erro, escapou levemente e abriu a porta para a ultrapassagem decisiva. A vitória de Button, da última posição para o primeiro lugar, coroou a maratona de Montreal como um clássico instantâneo da F1.

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Mudança das regras impede recorde de ser batido

A corrida mostrou à F1 que, embora fosse rara, uma combinação de problemas internos (acidentes) e externos (chuva extrema) poderia causar longas interrupções. A partir daí, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) entendeu que havia necessidade da definição de um limite máximo do tempo de prova. Com isso, o GP do Canadá de 2011 viu seu recorde se tornar inalcançável.

Inicialmente, o regulamento da Fórmula 1 previa uma janela máxima de quatro horas para a realização de uma corrida. A regra, porém, passou por mudanças em 2021. Desde então, as provas têm limite de duas horas de tempo efetivo de disputa, enquanto a duração total do evento pode chegar a até três horas em casos de interrupção por bandeira vermelha.

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No GP do Canadá da F1 2011, Jenson Button venceu após cair para último (Foto: Acervo Lance!)

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