GP do Canadá foi palco da maior corrida da história da F1
Após mudanças nas regras, recorde se tornou inalcançável na Fórmula 1

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Em 12 de junho de 2011, o Circuito Gilles Villeneuve entrou para a história da Fórmula 1 ao receber a corrida mais longa já realizada pela categoria. Marcado por chuva intensa, acidentes e uma longa interrupção por bandeira vermelha, o GP do Canadá teve duração total de 4h04min39s537 ao longo de 70 voltas – um verdadeiro teste de resistência, estratégia e paciência para pilotos, equipes e torcedores.
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Relembre a corrida
O roteiro começou relativamente normal, com pista molhada, Safety Car e estratégias variadas de pneus. Mas, após algumas voltas, a chuva apertou a tal ponto que a visibilidade caiu a quase zero e a aquaplanagem se tornou inevitável em vários pontos da pista. Resultado: bandeira vermelha, carros alinhados no pit lane e uma espera de mais de duas horas até que as condições fossem consideradas minimamente aceitáveis para recomeçar.
No meio do caos, Jenson Button viveu uma das performances mais improváveis da carreira. Ele se envolveu em toques, inclusive com o companheiro Lewis Hamilton, levou drive-through, caiu para a última posição e fez seis passagens pelos boxes, entre trocas de pneus e punição. Mesmo assim, aproveitou cada relargada, cada período de Safety Car e a pista secando no fim para escalar o pelotão.
Na volta final, com a pista já em condições bem melhores, Button pressionou Sebastian Vettel, que liderava desde o início. Sob pressão e com o asfalto escorregadio fora da linha ideal, Vettel cometeu um pequeno erro, escapou levemente e abriu a porta para a ultrapassagem decisiva. A vitória de Button, da última posição para o primeiro lugar, coroou a maratona de Montreal como um clássico instantâneo da F1.
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Mudança das regras impede recorde de ser batido
A corrida mostrou à F1 que, embora fosse rara, uma combinação de problemas internos (acidentes) e externos (chuva extrema) poderia causar longas interrupções. A partir daí, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) entendeu que havia necessidade da definição de um limite máximo do tempo de prova. Com isso, o GP do Canadá de 2011 viu seu recorde se tornar inalcançável.
Inicialmente, o regulamento da Fórmula 1 previa uma janela máxima de quatro horas para a realização de uma corrida. A regra, porém, passou por mudanças em 2021. Desde então, as provas têm limite de duas horas de tempo efetivo de disputa, enquanto a duração total do evento pode chegar a até três horas em casos de interrupção por bandeira vermelha.

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