F1 suspende teste de pneus após míssil iraniano atingir base no Bahrein
Os ataques provocaram o fechamento do espaço aéreo em parte da região

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A escalada de tensões no Oriente Médio provocou o cancelamento do teste de pneus da Fórmula 1, programado para este fim de semana no Bahrein. A decisão foi tomada após um míssil iraniano atingir uma base da Marinha dos Estados Unidos a cerca de 30 quilômetros do Circuito de Sakhir neste sábado (28). O conflito regional já afeta a logística da categoria, a apenas oito dias do GP da Austrália, etapa que abre a temporada de 2026, no dia 8 de março, em Melbourne.
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Impacto direto e risco geopolítico
A atividade cancelada seria uma sessão privada da Pirelli, crucial para o desenvolvimento de pneus de chuva. Mercedes e McLaren haviam disponibilizado carros para o teste de dois dias, no qual o traçado seria irrigado artificialmente para simulações em pista molhada. O mesmo circuito já havia sediado os testes de pré-temporada na semana anterior.
O agravamento do conflito é a causa direta do cancelamento. Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã na manhã de sábado, e a Guarda Revolucionária Iraniana respondeu com o disparo de mísseis contra alvos militares norte-americanos situados no Bahrein e em outros países como Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia e Kuwait.
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Caos aéreo e problemas de logística
A escalada provocou o fechamento do espaço aéreo em parte da região, afetando importantes centros internacionais como Dubai e Doha. Diversos países adotaram restrições temporárias no tráfego aéreo por questões de segurança, incluindo o Catar, um dos principais pontos de conexão para voos entre Europa e Oceania.
Com isso, companhias aéreas precisaram cancelar, suspender ou redirecionar rotas que cruzam o espaço aéreo afetado, gerando atrasos e mudanças de última hora nos itinerários.
Para a Fórmula 1, o impacto é imediato e preocupante. Integrantes da equipe Williams, por exemplo, estavam em um voo comercial de Londres para Melbourne que precisou retornar ao Reino Unido devido ao fechamento do espaço aéreo no Catar. A informação foi confirmada pela jornalista brasileira Juliane Cerasoli, que estava na mesma aeronave e relatou o incidente em suas redes sociais.
O episódio acende um alerta importante para a logística da categoria. A etapa australiana é tradicionalmente desafiadora do ponto de vista operacional devido à distância da Europa, onde se baseia a maioria das equipes. Com a janela de deslocamento já apertada, qualquer atraso pode comprometer cronogramas internos, a montagem de estruturas e a preparação final para o fim de semana de corrida.
As equipes podem ser obrigadas a reorganizar voos, buscar rotas alternativas, fretar aeronaves ou dividir o deslocamento em trechos diferentes para contornar as áreas de risco. Além do transporte de pessoal, há a questão do envio de equipamentos, peças e estruturas, que dependem de cadeias logísticas globais. A instabilidade prolongada no tráfego aéreo pode gerar um efeito cascata, impactando prazos e custos.
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Calendário mantido, mas com cautela
A Formula One Management (FOM) divulgou um comunicado sobre o monitoramento da situação, buscando tranquilizar sobre o restante do calendário imediato. "Nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio. As etapas [do Bahrein e Arábia Saudita] não acontecerão por algumas semanas. Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como essa e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades relevantes", informou a FOM.
O Bahrein receberá a quarta etapa da temporada em 2026, marcada para 12 de abril, e o GP da Arábia Saudita está programado para 19 de abril.
Embora a realização do GP da Austrália esteja mantida no calendário oficial, o cenário internacional adiciona um elemento extra de incerteza. Neste momento, o foco da categoria é monitorar a situação e garantir que equipes e profissionais cheguem a Melbourne com segurança. A F1 ainda não anunciou mudanças no cronograma da abertura da temporada, mas os acontecimentos mostram que o impacto do conflito já ultrapassou fronteiras políticas e alcançou diretamente o paddock.
A F1 já enfrentou instabilidades geopolíticas na região anteriormente. O GP do Bahrein foi cancelado em 2011 devido a conflitos internos no país. Mais recentemente, um ataque atingiu as proximidades do circuito de Jedá durante um dos treinos livres do GP da Arábia Saudita em 2022, mas a prova foi mantida.
Com o GP da Austrália marcado para 8 de março, os próximos dias serão decisivos para avaliar se os efeitos logísticos permanecerão pontuais ou se influenciarão de forma mais ampla a preparação da primeira corrida da temporada de 2026.

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