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Tio de Lucas Paquetá fica calado durante CPI das Apostas e irrita Kajuru

Senador revelou que haverá requerimento para quebra de sigilo bancário

PorLance!Brasília (DF)
31/10/2024 06:10
Atualizado em 31/10/2024 18:12

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Romário e Jorge Kajuru fizeram perguntas à Bruno Tolentino (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, compareceu na audiência da CPI das Apostas, no Senado. Porém, o parente do atleta optou por ficar em silêncio. Por conta disso, o senador Jorge Kajuru revelou que ele será alvo de um requerimento para quebra de sigilos bancário e telemático.

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Bruno se aproveitou de uma decisão do STF, que concedeu habeas corpus caso ele não se pronunciasse ao atender o chamado nesta quarta-feira (30).

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- Respeito a casa, respeito a todos, mas por ordem dos meus advogados eu permanecerei em silêncio - disse Bruno Tolentino, que se manteve calado após perguntas feitas pelo senadores Romário e Jorge Kajuru.

- Por orientação dos meus advogados, ficarei em silêncio - repetiu o tio de Lucas Paquetá.

Após sucessivas tentativas frustradas, Kajuru adotou medidas mais duras com Bruno. O senador falou que haveria requerimento de imediato para quebra dos sigilos bancários e telemático de Tolentino.

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CPIMJAE – CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas Paquetá
(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O tio de Lucas Paquetá foi convocado para comparecer na CPI depois que o UOL revelou que Bruno e o filho Yan fizeram dois pagamentos, que totalizaram R$ 40 mil, ao atacante Luiz Henrique, atualmente no Botafogo e que atuava no Real Bétis na época.

Para o UOL, Bruno afirmou que a transferência bancária para Luiz Henrique era pagamento de um empréstimo. O tio de Paquetá admitiu também que aposta com frequência, mas negou que recebesse informações privilegiadas do sobrinho para isso.

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Jorge Kajuru revelou que teve uma conversa com Bruno nos bastidores do Senado. Tolentino teria afirmado que tudo que foi falado sobre Paquetá é "tudo mentira", porém, o tio do jogador do West Ham não quis repetir a fala na CPI.

- O senhor como um pai, é normal o senhor ficar em silêncio com todas as perguntas e ao mesmo tempo disse na sala que é tudo mentira a respeito do Paquetá? - perguntou Kajuru.

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CPIMJAE – CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas
(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Ao final, o senador mandou um recado que aponta para um possível trabalho nos bastidores para poupar jogadores de irem à CPI, em Brasília.

- Meu telefone está aqui. A partir de agora, se mais uma vez, gente importante ligar para mim para pedir para não convocar fulano, beltrano, eu vou gravar e mandar para a imprensa - finalizou o presidente da CPI das Apostas.

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