filho do goleiro Bruno de costas abraçando a avó.

Bruninho (foto, com a avó) tem 11 anos e se culpa pela morte da mãe; Bruno nunca admitiu o crime (Montagem LANCE!)

LANCE!
13/07/2021
10:10
Rio de Janeiro (RJ)

O ex-goleiro Bruno afirmou em entrevista ao podcast do canal do youtube 'Nação Urubu 81' que parou de jogar futebol por causa de uma pressão da mídia devido a sua condenação após a morte e ocultação de cadáver - que nunca foi encontrado - de Eliza Samúdio, mãe de seu filho Bruninho

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O ex-atleta cumpre prisão em regime semiaberto após ser condenado a mais de 22 anos de prisão. Ele afirmou que ainda tinha lenha para queimar no futebol, e que deu a volta por cima após o assassinato de Eliza, que tinha apenas 25 anos.

- Na verdade, eu tenho lenha para queimar ainda, teria condições para continuar jogando, meu preparo físico é bom. Eu tinha a intenção, depois de ter enfrentado a situação que todo mundo já conhece, de dar a volta por cima, de mostrar que todo ser humano é capaz de recomeçar, o ser humano é maior que seu próprio erro. Eu tinha, sim, a vontade de continuar no futebol, até porque é um sonho de criança, que foi realizado. E infelizmente não consegui. Deixei isso em terceiro ou quarto plano por causa da pressão midiática. Onde eu saio, aonde eu vou, eu arrasto multidões. Sou abraçado, acolhido, principalmente no Rio de Janeiro. Então, o que mais pegam no meu pé é a questão midiática - disse Bruno.

- Então a mídia meio que colocou sobre o Bruno uma prisão perpétua, como se ele não pudesse recomeçar. Sendo que a nossa legislação fala que a gente tem que ser ressocializado, com trabalho, para ser o provedor da casa. No meu caso não. Infelizmente enterraram meu sonho, meus objetivos, minha profissão - concluiu ele.

O ex-goleiro ainda citou que se sente rejeitado pelo Flamengo, que não lembra de sua passagem pela Gávea em datas comemorativas.

- Eu fico muito triste quando chega o dia do goleiro e não postam uma foto do Bruno. Eu vejo torcedor cobrando isso. É isso que me deixa chateado. Independente do que tenha acontecido com a minha vida pessoal, a Justiça me condenou, não existe prisão perpétua no Brasil, eu cumpri, estou tentando me reerguer, e eles postam foto de todos os goleiros, menos a do Bruno. mas o que me motiva é o torcedor do Flamengo lembrar de mim. Por mais que a imprensa tente não vai apagar minha história no Flamengo - disparou.

Por fim, Bruno afirmou que tinha três filhos para criar e não citou Bruninho, filho de Eliza Samúdio com ele. O menino, que atualmente tem 11 anos, se culpa pela morte da mãe e busca conhecer o pai para entender como tudo ocorreu.

A avó materna da criança já afirmou que o goleiro não paga pensão para o garoto, como já determinou a justiça. A ação de pensão alimentícia já havia sido movida por Eliza Samúdio contra o goleiro um pouco antes dela desaparecer, tendo sua morte confirmada apenas em tribunal. Seu corpo nunca foi encontrado e Bruno nunca admitiu o crime.