Galvão Bueno se revolta em transmissão de Vasco x Fluminense: 'Absurdo'
Equipes se enfrentam pela semifinal da Copa do Brasil

O narrador Galvão Bueno se revoltou durante o primeiro tempo do confronto entre Vasco e Fluminense, desta quinta-feira (11), no Maracanã, pela semifinal da Copa do Brasil. O caso aconteceu por conta da demora de cinco minutos para a cobrança de uma falta.
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O cronômetro marcava 16 minutos, quando Léo Jardim saiu do gol e realizou uma falta no atacante Everaldo, fora da área. Rapidamente, jogadores e comissão técnica do clube tricolor pediram a expulsão do arqueiro.
Em poucos minutos, uma confusão se instaurou no gramado. Jogadores discutiam entre si e o árbitro Raphael Claus era pressionado. Além disso, o goleiro Léo Jardim pediu atendimento médico no campo.
A paralisação durou cinco minutos. Determinada demora tirou o narrador Galvão Bueno do sério na transmissão da Amazon Prime. Ele realizou um desabafo. Minutos depois, a falta originou o primeiro gol do Fluminense na partida, com Kevin Serna.
— O Serna conversa ali com o Danilo Manis (assistente), o Thiago Silva conversa com o Philippe Coutinho, todo mundo (conversando), mas porque tem que parar tanto? Se ele (Raphael Claus) já marcou a falta, acabou — iniciou o narrador, antes de completar.
— O Thiago Silva segue conversando com o Claus. O jogo paralisado por conta da recuperação do Léo Jardim, mas ele já está recuperado há muito tempo. E o jogo não recomeça. Essa coisa faz mal ao futebol brasileiro. Incomoda. E não cobram a falta. Os milhares de torcedores e telespectadores tem que aturar isso. É um absurdo. Direção de arbitragem da CBF, pelo amor de Deus — concluiu.
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Como foi Vasco x Fluminense
Texto por: Sharon Prais
O clássico começou antes do apito inicial. Na entrada dos times em campo, as torcidas de Vasco e Fluminense protagonizaram um espetáculo que esquentou as arquibancadas antes do jogo decisivo. Foi assim que Raphael Claus iniciou o primeiro tempo, sob fumaça de fogos e sinalizadores, e com decibéis elevados por 64.990 tricolores e vascaínos cantando a plenos pulmões.
A primeira chance de perigo foi do Fluminense. Em jogada de toques rápidos, Samuel trabalhou com Everaldo, que lançou Serna em profundidade. O colombiano encontrou passe para Lucho Acosta, de frente pro gol, finalizar para fora. O lance acendeu o Tricolor, que passou a dominar as ações do jogo a partir de então.
Mesmo com dificuldade de penetrar a defesa rival, o Vasco respondeu aos 15 minutos. Após recuperar a bola no campo de ataque, Puma recebeu a bola invertida e tocou por cobertura na saída de Fábio, mas Thiago Silva fez o corte providencial. No contra-golpe, o Flu subiu rápido com Everaldo, que sofreu a falta de Léo Jardim na entrada da área, punido com cartão amarelo. Na cobrança, em jogada ensaiada, o Tricolor abriu o placar: Renê buscou seu capitão, que escorou para o meio da área para Kevin Serna bater colocado.
Aos 35, os comandados de Fernando Diniz começaram a reagir em cima dos erros do Flu. Depois de recuperar a bola no campo de ataque, Nuno Moreira abriu com Cauan Barros, na direita, que bateu cruzado, para fora. A chance criou um momento de pressão para o Vasco, que teve escanteios na sequência e conseguiu reter mais a posse. Já aos 45, Andrés Gomez teria sofrido pênalti de Freytes, mas o jogador estava impedido no início da jogada. Nos acréscimos, o camisa 11 voltou a aparecer bem no ataque mas depois de corte ruim de Thiago Silva, bateu por cima do gol de Fábio.
Precisando do resultado, o Vasco voltou intenso depois do intervalo. Logo aos 5 minutos, após jogada pela esquerda, Nuno cruzou rasteiro encontrou Rayan livre para igualar o placar e levantar a torcida vascaína no Maracanã. Inspirados pelo canto de "time da virada", Andrés Gomez teve chance perigosa, mas parou em boa defesa de Fábio.
O Cruz-Maltino cresceu com o gol e a força emanada da arquibancada, enquanto o Fluminense tentava se recolocar na partida. Conforme o Setor Sul aumentava o som, o time passou a ocupar o campo de ataque, mas não levou perigo ao gol de Léo Jardim.
O Vasco, por sua vez, voltou a ameaçar em cabeçada de Pumita, que carimbou a trave e saiu em tiro de meta. Em meio a superioridade adversária, o Flu conseguiu sua primeira chance do segundo tempo em finalização de Keno para defesa segura do goleiro vascaíno. Nos acréscimos, Vegetti, que entrou na segunda etapa, virou o jogo para o Cruz-Maltino.

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