Ex-árbitra cita ano 'ruim' para a classe e analisa mudanças da CBF para 2026
Arbitragem foi alvo de polêmicas na temporada de 2025

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O futebol brasileiro foi marcado, mais um ano, por inúmeras polêmicas de arbitragem. De olho nisso, a Confederação Brasileira de Futebol irá implementar algumas mudanças a partir do ano que vem, como o impedimento semiautomático, e a profissionalização da classe. Ex-árbitra assistente, Nadine Basttos comentou as iniciativas da CBF em entrevista exclusiva ao Lance!.
- A profissionalização ajuda bastante, pois permite mais dedicação, melhor preparo físico e evolução técnica. No entanto, ela não resolve tudo sozinha. É fundamental investir em formação contínua, qualificar melhor instrutores e avaliadores, aprimorar o conceito e o uso do VAR e oferecer apoio psicológico. Além disso, um ambiente de maior respeito à arbitragem contribui diretamente para decisões mais seguras em campo - disse Nadine, antes de completar.
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- A tecnologia do impedimento semiautomático é claramente superior à que é usada hoje, tanto em precisão quanto em rapidez. Ela reduz o tempo de análise e diminui erros de posicionamento das linhas, o que já representa um avanço importante. Isso não significa o fim das polêmicas, porque os impedimentos milimétricos continuarão sendo discutidos. A diferença é que as decisões passarão a ser tomadas com base em dados mais precisos e confiáveis, o que traz mais consistência para a arbitragem - emendou.
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Em fevereiro, a CBF anunciou a demissão de Wilson Seneme do cargo de chefe de comissão de arbitragem da entidade. Para o lugar do profissional, foi contratado o ex-árbitro Rodrigo Cintra. Nadine Basttos avaliou a temporada da arbitragem sob o comando de Cintra e classificou o ano de 2025 como "ruim" para a classe.
- Vou ser sincera, percebo esforço e dedicação da parte dele para realizar um bom trabalho. No entanto, não dá para afirmar que houve uma evolução clara da arbitragem neste ano. Pelo contrário, a temporada de 2025 foi ruim. Vimos árbitros experientes, inclusive do quadro da FIFA, cometendo erros graves, e a arbitragem como um todo passou uma sensação constante de insegurança ao longo da temporada - comentou.
Comentarista de arbitragem do SBT
Comentarista do SBT, Nadine atua na cobertura de jogos da Champions League. A ex-árbitra fez uma comparação entre a arbitragem do Brasil com a europeia e, ao ser questionada sobre o melhor árbitro nacional, Basttos citou dois nomes da CBF.
- A principal diferença está no comportamento dos jogadores em relação às decisões da arbitragem. Na Europa, o árbitro é mais respeitado, o que facilita a condução do jogo. Mas isso também está ligado ao preparo. Os árbitros europeus demonstram mais segurança nas decisões, confiam mais no próprio julgamento e recorrem menos ao VAR. Eles tentam resolver os lances em campo, que para mim é a verdadeira função do árbitro - disse.
- É difícil apontar um nome como o melhor árbitro do Brasil na atualidade. A arbitragem vive de momentos e quem apita mais, também acaba mais exposto, o que torna impossível qualquer unanimidade. Wilton Pereira Sampaio e Raphael Claus aparecem entre os 25 melhores árbitros do mundo pela IFFHS, o que demonstra reconhecimento internacional, mas mesmo assim não são consenso no cenário brasileiro - encerrou Nadine.

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