Defesa do ex-goleiro Bruno se pronuncia após suspensão de liberdade condicional
Goleiro assistiu ao último jogo do Flamengo, no Maracanã

A defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes contestou a decisão da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro que suspendeu sua liberdade condicional. O ex-atleta do Flamengo, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, teve o benefício suspenso na sexta-feira (6), conforme comunicado divulgado pelos advogados em seu perfil no Instagram.
Bruno estava em liberdade condicional desde janeiro de 2023, cumprindo medidas judiciais há três anos. A suspensão ocorreu dias após ele comparecer ao Maracanã para assistir à partida entre Flamengo e Internacional pelo Campeonato Brasileiro, na quarta-feira (4).
➡️ Justiça toma decisão após ex-goleiro Bruno aparecer em jogo do Flamengo
O escritório Migliorini e Miranda Advogados, responsável pela defesa do ex-goleiro, argumenta que a decisão judicial foi baseada na "ausência de intimação pessoal", critério que consideram sem fundamentação legal.
"Bruno encontra-se em livramento condicional há três anos, período durante o qual vem cumprindo regularmente a determinação judicial de comparecimento mensal para assinatura no PMT, sem qualquer intercorrência ou descumprimento", declarou a defesa no comunicado.
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Os advogados informaram que a decisão judicial exige que Bruno recomece o período de livramento condicional. "Após três anos de efetivo e contínuo cumprimento das condições impostas, o juízo determinou a interrupção da execução, exigindo que Bruno reinicie o cumprimento do período de livramento condicional, o que será devidamente questionado pela defesa", afirmaram.
A nota esclarece que não existe mandado de prisão contra o ex-goleiro e que "no prazo de até cinco dias, Bruno entrará em contato com o Conselho Penitenciário para tratar da situação e adotar as providências administrativas cabíveis".

A suspensão da liberdade condicional foi noticiada inicialmente pelo blog do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O GLOBO, e aconteceu após Bruno publicar em suas redes sociais sobre seu "retorno" ao Maracanã como torcedor.
A defesa anunciou que apresentará um Agravo em Execução para tentar reverter a decisão judicial. O comunicado ressalta que Bruno cumpriu todas as condições impostas pela Justiça durante os três anos de liberdade condicional e expressa confiança na revisão da decisão.

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