Campeonato Paraense adota Parada pelo Clima durante jogos do estadual
FPF e Terra FC usam pausa para hidratação para destacar mudanças climáticas no futebol

- Matéria
- Mais Notícias
Federação Paraense de Futebol (FPF) e a campanha global Terra FC implementaram a Parada pelo Clima no Campeonato Paraense de 2026. A iniciativa utiliza a tradicional pausa para hidratação dos atletas para destacar os efeitos das mudanças climáticas no futebol. A ação teve início em 18 de janeiro, durante a partida entre Remo e Águia de Marabá, válida pela Supercopa Grão-Pará.
➡️ SBT cria programa para Galvão Bueno com presença de pentacampeão
A interrupção nos jogos passou a ser utilizada como momento de alerta sobre os impactos das mudanças climáticas no futebol. Vídeos são exibidos nos telões. Mensagens de locução são transmitidas nos estádios. Faixas são posicionadas em campo. Inserções são feitas nas transmissões.
A Parada pelo Clima ocorre em cada uma das 10 rodadas do Parazão 2026. São seis da primeira fase, uma das quartas de final, uma da semifinal e duas da final. Em cada rodada, um novo tema é apresentado. As pausas acontecem por volta dos 30 minutos de cada tempo das partidas.
A ação estreou na vitória de virada do Remo por 2 a 1 sobre o Águia de Marabá. A partida garantiu o título da Supercopa Grão-Pará aos azulinos.
🤑 Aposte na vitória do seu time do coração! Clique aqui e saiba mais!
É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável
Riscos climáticos no futebol brasileiro
Estudo encomendado pelo Terra FC e conduzido pela consultoria ERM aponta dados sobre a exposição dos clubes brasileiros aos riscos climáticos. Setenta e oito por cento dos clubes das Séries A, B e C estão em municípios com alto risco de eventos climáticos severos nos próximos 25 anos.
Dos 60 clubes que disputaram as três principais divisões do Brasil em 2025, 47 estão em cidades com alto risco de eventos climáticos severos. O montante de perdas pode chegar a 70 bilhões de reais.
As perdas em valor de mercado da dupla Remo e Paysandu são estimadas entre 50 milhões e 55 milhões de reais no período analisado. Os dois maiores campeões paraenses estão sob alto risco de sofrer com inundações severas e incêndios florestais.
Entre todos os times estudados, os belenenses são os que enfrentam os maiores riscos de vários tipos de eventos climáticos severos. Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e Athletic Club, de São João del Rei, Minas Gerais, também estão nessa categoria.
Impactos no esporte
Jogos adiados, danos a estádios causados por enchentes e prejuízos logísticos tornaram-se cada vez mais frequentes. Calor excessivo, chuvas intensas e eventos extremos afetam o desempenho dos atletas. O conforto das torcidas é comprometido. A logística das partidas sofre alterações. A integridade dos estádios é ameaçada.
A pausa para hidratação tornou-se regra em torneios estaduais. A medida também será adotada na próxima Copa do Mundo.
— Transformar a pausa técnica em um espaço de alerta climático é uma forma de usar o futebol como plataforma de diálogo com a sociedade. A Parada pelo Clima mostra que inovação no esporte também passa por reconhecer riscos reais e estimular responsabilidade dentro e fora dos estádios — declarou Ricardo Gluck-Paul, presidente da Federação Paraense de Futebol e vice-presidente da CBF.
📲 Siga o Lance! Fora de Campo no WhatsApp e saiba o que rola fora das 4 linhas
Campanha Terra FC
O Terra FC é uma campanha global que utiliza o esporte como ferramenta de mobilização. A campanha é conduzida por uma coalizão de clubes, federações, atletas e organizações da sociedade civil. A rede internacional Count Us In convocou a iniciativa. A mesma organização é responsável pelo Green Football Weekend, no Reino Unido.
Cinco frentes de atuação estão propostas para enfrentar a crise climática. A primeira é reduzir emissões de carbono. A segunda é adotar práticas sustentáveis no dia a dia, como gestão de resíduos e alimentação de baixo impacto. A terceira é engajar torcedores e comunidades por meio do poder cultural do futebol. A quarta é preparar-se para eventos extremos com infraestrutura e protocolos adequados. A quinta é formar parcerias além dos estádios para construir soluções coletivas e proteger o futuro do esporte.
— Acreditamos no poder de mobilização do futebol para gerar consciência e inspirar mudanças reais. Esta iniciativa pioneira reforça o protagonismo do Pará no debate climático e abre caminho para levarmos essa mensagem para outros estados e campeonatos — afirmou Laura Moraes, diretora do Terra FC.
- Matéria
- Mais Notícias


















