Fluminense x Figueirense

Nenê marcou os três gols do Fluminense na vitória da Copa do Brasil (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

Luiza Sá
26/08/2020
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

Só faltou fazer chover no Maracanã. Se na véspera a partida desta terça-feira era tratada como a mais importante do ano, Nenê levou a sério a missão e foi o nome da classificação do Fluminense contra o Figueirense, na vitória por 3 a 0 no Maracanã. O hat-trick, que foi apenas o quinto na carreira, colocou o camisa 77 como artilheiro da Copa do Brasil, com seis gols, e o jogador da Série A que mais vezes marcou em 2020, somando 15 bolas na rede até aqui. 

Os seis gols em três jogos podem ser explicados pela mudança de posicionamento do meia, que não vinha bem desde o retorno após a paralisação. Agora mais solto e podendo se aproximar mais do centroavante, como vinha sendo antes da pandemia, Nenê usa bem a liberdade para criar boa parte das chances de ataque do Flu. 

Apesar de também aparecer com frequência pelas pontas, o jogador volta para buscar a bola e, assim, ajuda a resolver um dos grandes problemas do time de Odair Hellmann nos últimos meses: a transição ofensiva e a tomada de decisão na frente. Contra o Figueirense, de acordo com o site "SofaScore", Nenê teve 71 toques em 90 minutos e 89% em precisão nos passes. Foram seis cruzamentos, três finalizações e três dribles. Além disso, o meia ganhou 10 doa 16 duelos no chão e um no alto, sofreu três faltas e deu quatro desarmes.

A importância do meia é tamanha que já praticamente rendeu as três classificações do Fluminense na Copa do Brasil. Dos nove gols marcados pelo Tricolor na competição, sete tiveram participação de Nenê, que acertou no alvo nove dos 11 chutes dados até o momento, com 82% de pontaria. Para os cofres, isso significou R$ 5,9 milhões ao Flu.

Com a classificação, o Fluminense tira das costas um peso enorme, já que a Copa do Brasil é vista como a principal competição do ano. O resultado, somado ao desempenho recente, também dá mais tranquilidade em um mês de uma sequência dura para o Tricolor. Foram duelos contra Grêmio, Palmeiras, Internacional, RB Bragantino, Athletico-PR, a decisão da Copa do Brasil nesta terça e o último será o clássico contra o Vasco, no sábado. Foram três vitórias, duas derrotas e um empate.

- Vejo uma crescente natural. Não podemos nos esquecer do que aconteceu, o tamanho da parada. Tivemos uma aceleração na retomada, com apenas oito dias, depois mais 20 dias sem competitividade. Dá uma dificuldade. Mas acho que a equipe progrediu, principalmente nos primeiros, que jogos teve mais dificuldade. Buscamos variações que deram bons resultados. Mas quando não tem resultado é difícil explicar que teve uma boa atuação. Quando não tem resultado gera uma desconfiança e cobrança. Tentamos melhorar, sabíamos que estávamos em um bom caminho em performance. São muitos jogos, um curto espaço, vai ter oscilação no processo. É conseguir manter a performance em um tempo longo. É o objetivo como treinador manter a performance e o resultado. As vitórias são importantes pois dão confiança. Conseguir uma vitória contra o Athletico-PR fora de casa, fazendo mudanças e rodando o grupo. É passo a passo, respeito a todos sabendo que o próximo adversário é muito difícil. Temos que corrigir ganhando - afirmou Odair em coletiva.