Igor Julião - Fluminense x Atlético-MG

Igor Julião substituiu Léo, que sentiu no aquecimento contra o Atlético-MG (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

Marcello Neves
22/10/2018
14:55
Rio de Janeiro (RJ) 

A chance caiu no colo de Igor Julião. Às vésperas da bola rolar para a partida contra o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, Léo sentiu dores durante o aquecimento e foi cortado. Então, após um longo período sem atuar, coube ao lateral-direito ocupar a vaga. Poucos sustos, boas subidas e atuação que agradou aos torcedores. Apesar das câimbras no final do jogo, o atleta classificou o seu retorno como positivo. 

- Eu me senti bem. Eu sabia que estava preparado. A minha família ficou mais nervosa do que eu. Por mais que tenha sido surpreendido, sabia que estava em condições. Senti caimbra no final do jogo, por conta do emocional. A parte física está boa, meu corpo está bem - declarou Igor Julião, antes de completar:

- Eu tentava manter a minha cabeça equilibrada. Vivi uns cinco meses só treinando sem ir para jogo. Escutar isso do treinador, esse apoio, é muito bom. Volto com os pés no chão para poder ajudar o Fluminense. 

Igor Julião estava no Samorín, quando retornou e chegou a passar quatro meses treinando sem sequer ser relacionado. Após o retorno, chegou a ser citado por Marcelo Oliveira como possibilidade de inscrição na lista da Copa Sul-Americana. Como manter a cabeçada focada mesmo sem oportunidades? O lateral conta que conversas com amigos, literatura e a filosofia ajudaram. 

- Foi difícil manter a cabeça tranquila por trabalhar forte e saber que poderia não jogar nenhum minuto. Nessa horas, a gente fala com os amigos. Conversei muito com o Pedro Gilio (social media) e com o Thiago Bokel (assessor). Eu leio muito, então, a filosofia me ajudou bastante. Agora estou lendo o Schopenhauer (filósofo alemão) e sabia que esse momento ruim não iria durar para sempre. Não tenho palavras para descrever o que foi. O apoio da galera aqui foi fundamental. Senti uma confiança. A forma como o pessoal me trata. O meu maior desafio foi mental. Conseguir encontrar o equilíbrio na leitura, nos amigos e na minha esposa. Ela foi fundamental".

Questionado sobre o interesse por literatura e filosofia, Julião comentou sobre os livros que está lendo. O lateral conta que a sua esposa também participa desse processo que leva como estilo de vida. Ajuda a aliviar a tensão da profissão, como o próprio lateral conta. 

- Eu leio bastante filosofia, é o que está me agradando. Aliás, minha esposa e eu procuramos o “Ensaio sobre a cegueira”, do Saramago... Se alguém quiser nos presentear, agradeço. Eu encontro na leitura um refúgio. É um estilo de vida, me ajuda a levar a profissão que é tensa. Na verdade, ultimamente não tenho lido nada muito feliz não. O último foi “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade.