Washington Fluminense

Washinton em ação pelo Fluminense na Libertadores da América de 2008 (Foto: Divulgação)

Joel Silva
21/05/2019
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

A goleada diante do Cruzeiro no último sábado pelo Campeonato Brasileiro já é passado para o Fluminense. Agora o time "muda a chave" e se concentra na partida de quinta-feira, contra o Atlético Nacional-COL, no Maracanã, pela Copa Sul-Americana. Apesar da dificuldade, o adversário traz boas recordações para o Tricolor. Em 2008, as equipes se enfrentaram nas oitavas de final da Libertadores da América e o Fluminense obteve a classificação após vencer os dois jogos.

No primeiro, vitória em Medellín por 2 a 1, gols de Thiago Neves e Conca. Já no Maracanã, 1 a 0, gol marcado por Roger Machado. Quem fez parte daquele timaço que quase conquistou a América e esteve presente no confronto foi o ex-atacante Washington. Em entrevista ao LANCE!, o Coração Valente relembrou como foi a partida.


- Foi um jogo muito difícil, não foi fácil não. A gente chegou embalado pela melhor campanha na fase de grupos da Libertadores. Ganhamos o primeiro jogo e aquilo foi muito importante para dar tranquilidade em jogar no Maracanã e conquistar a classificação. Tínhamos um grande time.

Apesar do histórico positivo, Washington fez questão de ressaltar que o passado não entra em campo, projetando um jogo bastante equilibrado, com um leve favoritismo para o Fluminense.

- Será um confronto totalmente diferente. Não dá para comparar o que aconteceu em 2008 com os jogos que estão por vir. O futebol colombiano tem por característica ser ofensivo, então acredito que será um jogo aberto, um jogo franco e bem jogado entre as duas equipes. Por isso acredito que a partida vai ser equilibrada. O Atlético Nacional é um time que se fortalece em competições sul-americanas. Acho que o Fluminense tem um favoritismo agora por jogar em casa, com o apoio da usa torcida. Levar uma vantagem para a Colômbia será fundamental para conquistar a vaga.

Para essa fase da Copa Sul-Americana, o atacante Pedro não foi inscrito. A ausência do jogador foi lamentada por Washington. Entretanto, o ídolo tricolor mostra confiança em João Pedro e pede a joia de Xerém no time titular.

- Não ter o Pedro será uma perda significativa para o Fluminense. É uma pena ele não poder jogar. Quanto ao João Pedro, ele é um menino que está arrebentando, fazendo gols e sendo útil para o Fluminense. Com certeza o Diniz sabe quando e como usá-lo da melhor maneira possível. Acho que pela confiança em alta e com o jogo sendo no Maracanã, tendo o apoio do torcedor, é uma boa oportunidade para ele ser titular.

Reencontro perigoso

A partida de quinta-feira marca o reencontro de Paulo Autuori com o Fluminense. O técnico, que comanda o Atlético Nacional-COL, foi diretor de futebol do Tricolor entre dezembro de 2017 e maio de 2018. Mesmo passando por um mal momento no clube colombiano, Washington prega respeito ao trabalho do treinador e avalia que o confronto fica ainda mais perigoso por ser tratar de um profissional que conhece bem a equipe carioca.

- O Paulo Autuori é um técnico experiente e que conhece muito o Fluminense apesar de ter trabalhado em uma outra época, mas por ser brasileiro, tem todas as informações de como o time joga, se posiciona em campo, então isso dificulta ainda mais a partida para o Tricolor. O fato de não estar bem no campeonato local vai fazer ele apostar todas as fichas na Copa Sul-Americana, tornando o jogo ainda mais perigoso. Então o Fluminense precisa respeitar o Autuori e o clube colombiano.

Carrasco Tricolor

Além de Autuori, o jogo vai colocar o Fluminense frente à frente com Hernán Barcos. O argentino costuma levar sorte contra o Tricolor. Como ex-jogador, Washington afirmou que essa escrita serve como motivação para o atacante e portanto é bom ter cuidado com o Pirata.

- É uma motivação a mais sim. Mesmo se tratando de uma coincidência, serve como motivação. Normalmente quando jogava contra times que eu tinha sorte, acabava entrando em campo e fazendo gols. Então isso pode acontecer com ele. O Fluminense tem que tomar cuidado, não dar chances, porque se trata de um grande atacante, tem uma história, um nome no futebol brasileiro e sul-americano e é artilheiro, goleador.

Amizade com o comandante

O técnico Fernando Diniz conta com a amizade e a confiança de Washington. O Coração Valente afirmou que torce para o sucesso do amigo, que na sua avaliação, é um treinador diferenciado.

- O Fernando Diniz é um cara espetacular. Eu tive a oportunidade de jogar com ele no Paraná. O que ele pensa sobre o futebol é algo fora do comum. Ele é diferenciado e penso que quando tiver a oportunidade de comandar um elenco ainda mais qualificado, vai realizar um trabalho marcante no futebol brasileiro.

Eleições

Perguntado sobre o pleito tricolor, que acontece no dia 8 de junho, Washington não ficou em cima do muro e afirmou que está apoiando a chapa de Mário Bittencourt e Celso Barros. No entanto, revelou que não há nenhum cargo em vista.

- Vou fazer de tudo para estar presente na eleição, apoiando Mário Bittencourt e Celso Barros. Na eleição passada eu apoiava o Celso e em caso de vitória dele, eu seria uma espécie de diretor de futebol. Atualmente não teve nenhum tipo de conversa nesse sentido, mas continuo dando apoio a ele e ao Mário.