Fluminense repete mental fraco e joga fora voto de confiança da torcida
Tricolor foi vaiado mais uma vez no Maracanã

- Matéria
- Mais Notícias
O Fluminense entrou em campo exatamente como o jogo pedia. O Maracanã abraçou o time, comprou o clima de decisão e empurrou os jogadores desde o aquecimento. Mais de 60 mil torcedores criaram ambiente de final e deram um voto de confiança a um elenco que vinha pressionado e constantemente alvo de protestos nas últimas semanas.
➡️Canobbio é sincero após resultado do Fluminense na Libertadores: 'Muita raiva'
Nos primeiros minutos, parecia que o time responderia à altura. O Tricolor sufocou o Bolívar, abriu o placar cedo com Lucho Acosta e transformou o estádio em um caldeirão. Mas, mais uma vez, faltou ao Fluminense justamente o que tem faltado nos momentos decisivos da temporada: controle emocional.
A vitória por 2 a 1, nesta terça-feira (19), manteve o clube vivo no Grupo C da Libertadores, mas deixou a classificação por um fio. O Fluminense precisava vencer por três gols de diferença para depender apenas de si na última rodada. Agora, terá que torcer por um tropeço do Bolívar além de fazer sua parte contra o Deportivo La Guaira.
E o problema vai além da matemática. O Fluminense saiu de campo com a sensação de que desperdiçou uma oportunidade construída pela própria torcida.
Fluminense transformou intensidade em ansiedade
Depois do primeiro gol, o time tinha o cenário ideal para construir a classificação. O Bolívar mostrava fragilidade defensiva, o Maracanã pressionava e o Fluminense era claramente superior tecnicamente. Só que o time confundiu intensidade com desespero.
Em vez de controlar o jogo e amadurecer o resultado, o Tricolor continuou se lançando ao ataque de maneira desorganizada, sem proteção defensiva e sem inteligência para administrar emocionalmente a partida. O empate boliviano nasce exatamente disso: uma linha defensiva mal posicionada e liberdade para o adversário atacar às costas da zaga.
O Fluminense passou a jogar ansioso, acelerado e sem clareza. O melhor exemplo disso foi Hércules. Depois de errar dois ou três lances simples no início da partida, perdeu confiança e ficou inseguro em praticamente todas as ações. Hesitou em divididas, demorou para acelerar a circulação da bola e comprometeu a fluidez ofensiva da equipe.
E a frustração do torcedor voltou rapidamente. Ainda no fim do primeiro tempo, com o empate em 1 a 1, o Fluminense já era vaiado. Após o apito final, novas vaias tomaram conta do Maracanã. O time recebeu um voto de confiança raro em meio ao ambiente de pressão, mas não soube aproveitá-lo.
Volume ofensivo não virou eficiência
Os números ajudam a explicar o sentimento de frustração no Maracanã. O Fluminense produziu ofensivamente, pressionou e ocupou o campo do Bolívar durante boa parte da partida. Mas foi novamente um time extremamente inefetivo.
O Tricolor terminou o jogo com:
- 74% de posse de bola;
- 24 finalizações;
- 8 chutes no gol;
- 2.2 de xG (gols esperados);
- 5 grandes chances criadas;
- 4 grandes chances desperdiçadas.
O goleiro Carlos Lampe foi, disparado, o melhor jogador da partida. O experiente arqueiro boliviano salvou o Bolívar em vários momentos e sustentou o resultado que interessa aos visitantes. Mas o Fluminense precisava ter qualidade suficiente para superar isso. E esse não é um problema novo.
A ineficiência ofensiva já vinha aparecendo ao longo da temporada. O time cria volume, consegue controlar partidas e produz chances claras, mas desperdiça demais. Contra o Bolívar, em uma noite que exigia contundência máxima, o problema apareceu novamente.
Saída de John Kennedy escancarou falta de leitura do jogo
Uma das principais discussões da noite passa pela saída de John Kennedy logo após o gol do 2 a 1. O atacante não fazia uma grande atuação, mas voltou a aparecer no momento decisivo — o que virou rotina em 2026.
John Kennedy é o artilheiro da equipe e o jogador que mais muda resultados no elenco tricolor. Mesmo em jogos ruins, costuma decidir. Foi assim mais uma vez. O atacante marcou o gol da vitória e reacendeu o Maracanã. Só que, ainda durante a comemoração, Maxi Cuberas confirmou a substituição já programada anteriormente. John deixou o campo para a entrada de Germán Cano.
Mais do que uma questão tática, a mudança teve impacto emocional. O Fluminense tirou de campo justamente o jogador que mais transmite confiança ao time e à torcida neste momento da temporada.
— Eu estava bem, mas acho que eu já iria sair antes do gol, acabei fazendo o gol. Não muda nada, a gente confia em todos os atletas que estão no elenco. Acreditaram que seria uma substituição que ajudaria a equipe, e a gente tem que acatar e ficar tranquilo. A gente confia no Germán, durante a partida ele quase fez um gol. E eu saí tranquilo, não tem o que falar — disse John Kennedy.
Após o jogo, Cuberas justificou a troca.
— As trocas foram para colocar jogadores frescos e seguir atacando. Estivemos sempre no campo do Bolívar, tivemos chances até o final, mas não conseguimos marcar. Fizemos uma grande partida, foi um grande esforço e não tem do que reclamar. Ficamos um pouco tristes porque podíamos ganhar por uma diferença maior, mas a entrega da equipe, que se tentou do início ao fim, e também com as trocas, seguiu igual.
Mas o contexto da partida parecia pedir outra leitura. John Kennedy não podia sair naquele momento. O jogo estava completamente emocional, e o Fluminense precisava manter em campo justamente o atleta mais decisivo do elenco.
O Fluminense segue vivo na Libertadores. Mas a sensação deixada no Maracanã foi novamente de frustração. Na noite em que precisava unir intensidade, maturidade e eficiência para construir uma classificação, o time voltou a deixar o emocional dominar o jogo.

O que vem por aí para o Fluminense?
O próximo compromisso do Fluminense é contra o Mirassol, no sábado (23), pelo Campeonato Brasileiro, fora de casa.
🔥 Aposte R$100 na Esportivabet e receba R$100 de volta se perder
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
- Matéria
- Mais Notícias


















