Da chegada no Fluminense ao retorno para o Brasil pelo Palmeiras: relembre a trajetória de Arias
Colombiano reencontra o Fluminense 18 dias após ser anunciado pelo Palmeiras

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O duelo entre Palmeiras e Fluminense, nesta quarta-feira (25), às 21h30, na Arena Barueri, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, terá um personagem central. Jhon Arias reencontra o clube onde se tornou ídolo apenas 18 dias após ser anunciado como reforço do Verdão. A tendência é que o colombiano comece no banco e seja utilizado por Abel Ferreira ao longo da partida.
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O reencontro acontece pouco mais de sete meses depois da despedida no Maracanã, quando o meia-atacante deixou o Tricolor rumo ao Wolverhampton para realizar o sonho de atuar na Premier League. Na ocasião, Arias afirmou que pretendia voltar ao clube no futuro. O retorno ao futebol brasileiro, porém, ocorreu de forma diferente do imaginado — vestindo a camisa de outro clube.
Da aposta ao protagonismo continental
A história começou em agosto de 2021. O Fluminense desembolsou 600 mil dólares (cerca de R$ 3,1 milhões na época) para contratar o então jovem colombiano de 23 anos junto ao Santa Fe. O início foi discreto, atravessado por um período de adaptação e dificuldades pessoais, incluindo a morte da avó, que o próprio jogador apontou como momento decisivo fora de campo.
A virada veio em 2022. Arias passou a decidir clássicos, ganhou espaço entre os titulares e consolidou-se como peça-chave. Em 2023, atingiu o auge: foi o principal garçom do time, somando 17 assistências na temporada, além de 12 gols. Tornou-se protagonista na campanha da Libertadores e ajudou o clube a conquistar o bicampeonato carioca (2022 e 2023) e a Recopa Sul-Americana, na qual fez o gol do título.
Entre 2021 e 2025, acumulou 230 jogos, 47 gols e 55 assistências com a camisa tricolor — números que o colocaram como um dos principais jogadores do futebol brasileiro no período.

A novela europeia e as propostas recusadas
O crescimento técnico trouxe assédio constante do mercado. O Fluminense recusou investidas de clubes como Girona, Olympiacos e Feyenoord. Em 2024, o Zenit apresentou proposta na casa dos 18 milhões de euros, enquanto o Galatasaray ofereceu 12 milhões de euros — valores que não avançaram por diferentes razões, incluindo timing de janela e contexto esportivo.
No início de 2025, o Palmeiras chegou a consultar a situação do jogador, mas ouviu da diretoria tricolor que Arias só seria negociado com clubes do exterior.
O desejo do atleta de atuar na Europa pesava. Em setembro de 2024, ele chegou a recusar uma proposta de renovação contratual até 2028. Meses depois, em fevereiro de 2025, acertou extensão e reajuste salarial com o Flu, tornando-se um dos jogadores mais valorizados do elenco.
A saída definitiva aconteceu em julho de 2025, após o Mundial de Clubes, campeonato esse que Arias se destacou. O Wolverhampton fechou a operação em valores que poderiam chegar a 22 milhões de euros. O colombiano se despediu emocionado e afirmou que realizava um sonho ao atuar na "melhor liga do mundo", prometendo voltar ao Fluminense no futuro.

Inglaterra, números discretos e retorno acelerado
A passagem pela Premier League foi breve. Sem se firmar entre os titulares, Arias disputou 26 partidas pelo Wolverhampton, marcou dois gols e deu uma assistência. Com o clube inglês em má fase e próximo do rebaixamento, o cenário mudou rapidamente.
Em fevereiro de 2026, o técnico Rob Edwards confirmou a transferência para o Palmeiras, classificando a negociação como "melhor para o futuro do clube". O Verdão fechou a contratação por 25 milhões de euros, superando o direito de preferência do Fluminense, que chegou a sinalizar oferta de 20 milhões.
O Flamengo também apresentou proposta, mas o jogador optou por não atuar em um rival direto do Tricolor.

Reencontro precoce
O retorno ao Brasil foi oficializado no dia 7 de fevereiro, com contrato até dezembro de 2029. Pouco mais de duas semanas depois, Arias já reencontra o Fluminense em campo.
Se no passado foi decisivo em clássicos, gols de mata-mata e finais continentais pelo Tricolor, agora vestirá verde — ainda que inicialmente no banco — diante do clube que o projetou.
Para o Fluminense de Zubeldía, invicto no Brasileirão e com sete pontos, o duelo vale a liderança e também simboliza um capítulo recente da própria história. Para Arias, é a primeira vez como adversário de um time que ajudou a colocar no topo da América. O reencontro é rápido. A memória, ainda mais.

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