Com inspiração em Pirlo e conselhos de Ganso, Miguel se ambienta no Flu
Com apenas 16 anos, meia concedeu nesta sexta-feira a sua primeira coletiva como profissional. Jogador afirma que cobrar faltas é uma das suas características

Com apenas 16 anos, o meia Miguel já é profissional do Fluminense. A carreira precoce vem chamando a atenção dos tricolores, ainda mais após o jogador ter sido o grande destaque da vitória tricolor por 3 a 1, no jogo-treino da última quarta-feira, contra o Grêmio Osasco. Na ocasião, Miguel marcou dois gols, um deles em uma linda cobrança de falta, que é uma das características do meia, que se espelha no ex-jogador italiano, Pirlo.
- Eu confesso que nos últimos tempos eu não tenho treinado muito, mas bater faltas sempre foi uma característica minha, além também de escanteios. Sempre treinei bastante e isso é uma das minhas características dentro de campo. Gosto muito do Pirlo, a batida dele era diferenciada.
Ao estrear nos minutos finais da partida contra o Cruzeiro, no segundo jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, Miguel se tornou o jogador mais jovem a defender o Fluminense na era profissional, que começa a partir de 1933. Contando também com a era amadora, o meia cai para décimo. Na avaliação de Miguel, estar nos profissionais tão novo é uma grande motivação.
- Eu vejo isso como positivo porque é um sonho e só de estar no profissional com essa idade é um sonho realizado, ainda mais no Fluminense que me abriu as portas, sempre me acolheu e confiou em mim. Vejo isso como uma motivação, porque mesmo tão cedo, o clube já acreditou em mim - opinou Miguel, em sua primeira entrevista coletiva como profissional.
Jogar com Ganso e conselhos da família
Paulo Henrique Ganso estreou nos profissionais no dia 17 de fevereiro de 2008, na derrota do Santos para o Rio Preto, por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista. Quando isso aconteceu, Miguel tinha apenas cinco anos e nem pensava em se tornar jogador de futebol. Hoje divide o vestiário com o meia, 13 anos mais velho
- É muito bom jogar com o Ganso. Eu nunca tinha sentido isso, porque quando eu tinha meus 8, 9 anos, ele já estava brilhando, já era um dos jogadores mais importantes do país. Ele sempre me aconselha, pega no meu pé para eu fazer o melhor.
Apesar de toda badalação, Miguel afirmou que recebe muitos conselhos de seus familiares para continuar focado, sem tirar os pés do chão.
- Minha família fala sempre para eu manter os pés no chão, para não deixar subir para a cabeça essa situação, porque no mundo do futebol as coisas podem mudar muito rápido. Mas estou bem tranquilo quanto a isso.

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