LANCE!
08/12/2017
17:00
Rio de Janeiro (RJ)

A crise financeira que o Fluminense vive não é novidade para o torcedor, quase sem esperanças de reforços para o ano que vem. A expectativa de melhora não é imediata mas, pelo menos, o rombo não aumentará. Em entrevista à 'Época', o presidente Pedro Abad explicou a situação que encontrou em sua chegada e o que pôde fazer em seu primeiro ano de mandato.

- Infelizmente, quando a gente pegou o clube em dezembro do ano passado, a análise do fluxo de caixa e era inacreditavelmente desastrosa. De um jeito ou de outro, chegamos no fim do ano conseguindo fazer o clube não parar - explica o presidente. 

- A redução de custo chega num limite em que não consegue mais ter as atividades funcionando a contento, então você tem de buscar receita. Esse trabalho de buscar receita não é um trabalho que acontece de uma noite para outra, que você gera mais R$ 70 milhões a R$ 100 milhões no orçamento.

Um dos caminhos para amenizar o prejuízo é a venda de jogadores. Principalmente quando se tem uma boa formação na base, caso do Fluminense em Xerém. Gustavo Scarpa é um exemplo: o camisa 10 é pretendido pelo São Paulo e uma saída não está descartada. Para Abad, o processo é parte do caminho natural para 'fazer a roda girar'.

- É sempre isso. Vende um jogador, pega uma parte e repõe. Faz ele crescer, vende e repõe. Esse é o segredo. Não é comprar ou vender. É você estar sempre fazendo a roda girar. Porque aí você passa a ter uma receita que pode alocar em seu orçamento, pode projetar alguma coisa - explica à 'Época'