Léo Pereira recebe homenagem por atingir marca especial pelo Flamengo
Zagueiro completou 300 jogos pelo time carioca diante do Atlético-MG

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O zagueiro Léo Pereira, do Flamengo, recebeu uma homanagem do clube carioca nesta sexta-feira (1º) por atingir a marca de 300 jogos com a camisa rubro-negra. O defensor alcançou o número na vitória por 4 a 0 contra o Atlético-MG em Belo Horizonte, no último dia 26.
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O zagueiro recebeu das mãos de José Boto, direto de futebol do clube carioca, uma camisa comemorativa com o número 300, em alusão a marca que atingiu. O jogador relembrou os altos e baixos com o manto até atingir o status de ídolo.
— Tenho vários sentimentos dentro desses seis anos de Flamengo. Não só a minha carreira, mas a carreira de vários jogadores são feitas de altos e baixos. Tudo serve de lição e aprendizado. Acho que eu tinha que passar por essas coisas para me tornar o que sou hoje. Eu sou grato por todos os momentos, bons ou ruins, porque tudo foi importante na minha trajetória — disse Léo.
— Você tem que ter uma conexão muito boa para que flua o trabalho, vou levar pessoas daqui para sempre na minha vida. Quero continuar fazendo história no clube, completar 350, 400 jogos. Se eu vier a falhar, eu sei que a cobrança vai vir. O futebol é jogo a jogo, no Flamengo você tem que mostrar a cada jogo o porque merece estar no clube. Quanto mais rápido eu absorvi isso, as coisas passaram a fluir para mim. Mudei a mentalidade, os resultados vieram, o carinho da torcida veio. No começo foi bem ruim do ponto de vista do torcedor, e eu entendo porque não entreguei o que era esperado. Eu fui resiliente e consegui dar a volta por cima — completou.
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Léo Pereira vive expectativa de disputar a Copa do Mundo deste ano. Convocado para os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira antes do Mundial, o zagueiro sonha com a convocação no próximo dia 18.
— Se eu estiver na lista vai ser um sonho realizado, vou estar muito feliz. Se eu não estiver, vou estar torcendo por quem for representar o nosso povo. Cada dia que passa a ansiedade vai aumentando, eu sei que passa pela minha sequência no Flamengo, eu tenho que estar bem, não adianta só eu pensar no dia 18. Independente de ir ou não na última convocação, já tivemos exemplos de jogadores que só foram convocados na última. Como o Ancelotti já falou, a lista está praticamente fechada e eu espero que eu esteja.
O camisa 4 foi desfalque no último compromisso do Flamengo, no empate por 1 a 1 com o Estudiantes, na última quarta-feira (29). Ele sofreu um corte profundo diante do Atlético-MG, no último domingo (26), e espera estar à disposição no clássico com o Vasco.
— O corte está melhorando, tem pouco tempo ainda, não sei qual que vai ser a estratégia do Mister para o jogo. Eu só treinei na academia esses dias, voltei para o campo hoje e espero me recuperar ainda mais para estar lá no domingo. Eu estarei lá, jogando ou no banco — disse o zagueiro.

Outras respostas de Léo Pereira
Volta por cima no Flamengo
— Meu início foi difícil e, com a chegada do Dorival, eu me tornei titular, mas tinha tido outras oportunidades. Eu nunca me escondi do jogo, sempre quis estar disponível. Foram muitas pressões entre 2020 e 2021, demissão de vários técnicos. Eu sempre tive característica de me expor e ajudar da melhor maneira. Tive oportunidade para sair, muitas pessoas internamente me ajudaram, e uma dessas foi o Marcos Braz. O Dorival chegou e teve uma conversa franca comigo, mandou eu me preparar porque eu teria oportunidade. Eu me preparei, sabia que ali poderia estar a minha última oportunidade no Flamengo. Aconteceu, eu tive oportunidade com o Dorival, fui consistente, fiz um bom trabalho e ajudei a equipe e fiquei no time. Tinham jogadores que eram titulares, com histórias mais fortes e encantadoras do que a minha, mas Deus me abençoou muito. Não tem como esquecer a oportunidade que o Dorival me deu.
Preocupação com lesão antes da Copa do Mundo
— A gente vive a expectativa, mas quando entra em campo é muito difícil controlar. Nós vamos jogar contra o Vasco, e se eu tiver jogando, eu não vou querer saber se estou com corte ou não na perna, vou para o choque, para o contato. Claro que é preocupante quando o jogador cai, é uma atenção maior. Todo mundo que vai a campo dá o seu melhor porque está sendo visto. Tem que estar bem no clube primeiro para depois pensar em Seleção e Copa.
O que diria para o Léo do passado?
— Eu acho que não estava pronto. Para minha história tinha que acontecer assim. Não posso mudar o Léo que eu era naquele momento, seja a pessoa ou o atleta. Teve que ser dessa forma. Você vê história de sucesso que teve o seu momento ruim, de fracasso. Naquele momento eu não estava preparado para as oportunidades que apareceram, tiveram fatores que incluíam resultado, mas não vale a pena falar disso. Meu recado era para se preparar mais.
Clássico com o Vasco
— É um jogo especial, é um dos maiores clássicos da América Latina. A gente sempre pensa em dar um espetáculo para quem está assistindo. Eles tem um grande técnico. A gente sabe que o retrospecto não entra em campo.
Danilo confirmado na Copa
— Eu converso muito com o Danilo. Ele tem o respeito de todos, ele agrega muito desde que chegou ao Flamengo. Nos deu título de Libertadores. Não tem como não mirar num cara desses, eu sempre estou colado nele. Tivemos conversas sobre Seleção, um livro que ele quer fazer. Eu tento aproveitar ao máximo. Muito inteligente fora de campo e dentro de campo.
Futuro do Léo
— Eu tenho claro na minha cabeça que eu quero continuar evoluindo, mantendo a constância porque é isso que me leva aos lugares que sonhei: seleção e títulos. Tem que ter essa ambição de fazer história no Flamengo, eu quero conquistar mais. Quero continuar na constância que eu tenho há algum tempo.
Avaliação dos 300 jogos
— O melhor momento é hoje. Expectativa de Copa do Mundo. Estou vivendo o meu melhor momento, bem fisicamente e mentalmente. O pior foi o início, tiveram momentos que atuei mal, entreguei gol, fiz gols contra…
Qual foi o melhor companheiro de zaga?
— Não vou falar disso não. Todos foram importantes, me ajudaram demais. Formamos várias duplas incríveis e marcantes. Daqui uns 10, 15 anos a gente vai lembrar das duplas que passaram aqui e conquistaram títulos. 2019 ficou muito marcados, mas os títulos de 2022 e 2025 terão sua relevância. O tetra foi importante, cada dupla que passou teve o momento especial. O importante é o Flamengo vencer e conquistar títulos.
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