Flamengo x Grêmio - Jorge Jesus

Jorge Jesus na vitória do Flamengo sobre o Grêmio, nesta quarta-feira, pela Conmebol Libertadores (Foto: AFP)

LANCE!
24/10/2019
01:27
Rio de Janeiro (RJ)

Após 38 anos, o Flamengo está de volta à final da Conmebol Libertadores. O time comandado por Jorge Jesus goleou o Grêmio por 5 a 0 na semifinal da competição, em jogo disputado na noite desta quarta-feira, no Maracanã, e, agora, aguarda o River Plate, da Argentina, na decisão da competição, marcada em jogo único para o dia 23 de novembro, no Chile. Jogando por música, ao comemorar a classificação, o técnico do Rubro-Negro destacou que o prazer de jogar de sua equipe é um diferencial.

- Não estou emocionado, estou rouco (risos). Claro que não imaginava este placar de 5 a 0. Tenho muito respeito pelo Grêmio. Não esperava que seria facil. Em Porto Alegre, o VAR salvou o Grêmio. Sabia que íamos ganhar a eliminatória. A equipe é muito confiante. Em quatro meses, está jogando de olho fechado. É um time que tem prazer de jogar e não sente a pressão - afirmou o treinador em entrevista coletiva, completando:

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- Não é o fato de ganharmos por 5 a 0 que vou mudar a opinião que o Grêmio é uma equipe de muita qualidade, capaz de disputar os primeiros lugares do Brasileirão. Temos que dar parabéns aos vencidos. O Flamengo foi muito forte, fez quatro gols de bola parada, trabalhamos muito essa semana, e estamos na final.

Quase 70 mil torcedores foram ao Maracanã nesta quarta-feira acompanhar a semifinal. Desde o minuto inicial, a festa da torcida nas arquibancadas chamou a atenção de Jorge Jesus. Ao ser questionado sobre a sequência do trabalho, o comandante do Flamengo classificou seus torcedores de "únicos, diferentes, apaixonados", mas lembrando que tem um Campeonato Brasileiro pela frente - no domingo, a equipe recebe o CSA.

- Quero agradecer aos jogadores por este feito, por este sonho que a torcida do Flamengo há muitos anos estava procurando. E eles nos mostraram o por quê... São únicos, diferentes, apaixonados. Fizeram um ambiente único no mundo. Não sei se a final vai ser no Chile, mas vamos estar. Chega na final é importante, mas o mais importante é ganhar. Vamos desfrutar e depois pensar no jogo de domingo, que é muito importante também - completou Jorge Jesus.

> Confira a seguir outros tópicos abordados por Jorge Jesus!

- O que mudou no Flamengo?
"Mudou a proposta que apresentamos e eles acreditaram na nossa ideia de jogo. Isso passa por muitas nuances. Uma coisa é ensinar e outra é saber ensinar. Fizemos uma proposta de uma dinâmica de jogo onde cada vez mais eles se conheceram. Foi uma demonstração contra o Grêmio de quatro gols de bola parada. Os jogadores têm qualidade individual para decidir essas competições. Cheguei para comandar uma equipe em Portugal como o Flamengo que não ganhava títulos e hoje ganha. Um grande clube tem que ter história e títulos. Se calhar, esse é o primeiro passo para o Flamengo ter a hegemonia no futebol brasileiro"

- Rafinha e Arrascaeta
"O Flamengo não é só jogadores, comissão técnica. Somos todos. A qualidade do departamento de futebol e do departamento clínico do Flamengo. Não nos falta nada. A equipe como um todo tem uma estrutura muito grande para enfrentarmos as dificuldades. A equipe não descansa, joga sempre e demonstra que é competitivo. Quero agradecer por estar no Flamengo. Vamos seguir com muita alegria. Ainda não conquistamos nada"

- Repercussão em Portugal
"Sei que o jogo foi transmitido em Portugal, começou 1h da manhã, terminou 3h da manhã, e sei que os índices de audiência foram top. Quero mandar um abraço para Portugal"

- Mais uma final continental
"É minha terceira muito importante. Tive duas, infelizmente perdi, uma nos pênaltis e outra aos 92 minutos. Só perde e ganha quem chega. Quem não chega, nunca vai perder. Entre a resolução, a tristeza e a satisfação, há muita proximidade. Em Portugal, costumamos dizer que vamos a final para ganhar. E é isso que pensamos"

- Campo neutro na decisão
"Acho que uma final em campo neutro e um só jogo é muito mais apaixonante, interessante, mística para os próprios clubes. Eu defendo"