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Jardim analisa temporada do Flamengo antes da pausa: 'Queríamos mais pontos'

Rubro-Negro vence o Coritiba por 3 a 0 no Maracanã

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Mauricio Luz
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 30/05/2026
18:36
Atualizado há 23 minutos
Leonardo Jardim Flamengo
imagem cameraLeonardo Jardim concede entrevista coletiva após vitória do Flamengo sobre o Coritiba (Foto: Maurício Luz / Lance!)

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Técnico do Flamengo, Leonardo Jardim admitiu incômodo com a distância da equipe em relação ao Palmeiras no Campeonato Brasileiro, de quatro pontos. Em entrevista coletiva após a vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba neste sábado (30), pela 18ª rodada, o treinador analisou os resultados da equipe antes da pausa para a Copa do Mundo.

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➡️ No Maracanã, Jorge Jesus comenta chance de voltar ao Flamengo

— Conseguimos vencer o Carioca. Depois, na Libertadores, conseguimos fazer uma boa campanha, não é? Uma campanha que é a melhor campanha de algum tempo já. No Campeonato Brasileiro, com certeza queríamos ter mais pontos, esse era o objetivo. Perdemos cinco pontos logo nas primeiras três rodadas…Agora, no último jogo com o Palmeiras, voltamos a perder três pontos importantes. Em termos gerais, estamos com dois jogos para terminar o primeiro turno. Se conseguirmos fazer seis pontos (contra Mirassol e Chapecoense), vamos para um primeiro turno do nível dos melhores que tem apresentado o Flamengo nos últimos anos — avaliou Jardim.

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Sobre o desempenho na vitória sobre o Coritiba, Jardim valorizou o empenho dos jogadores, mesmo com os nove desfalques por conta da Copa do Mundo. Samuel Lino, atuando por dentro, foi o maior destaque com dois gols e uma assistência. O técnico "agradeceu" o camisa 16 pela atuação e explicou as escolhas.

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— Foi um jogo completamente dominado pelo Flamengo. No 11 contra 11, o Coritiba já tinha dificuldade, até na transição, algo que eles dominam. Neutralizamos o Josué, que faz os lançamentos da equipe. Fizemos o nosso jogo, jogo da passe, de movimentações. Samuel Lino foi quase um segundo atacante, ele tem essas características. Agradeço a ele pelos dois gols, foi uma mensagem positiva — disse.

Apesar da grande atuação rubro-negra, uma presença nas tribunas roubou as atenções no Maracanã. Jorge Jesus assistiu à partida ao lado de José Boto. Sobre a relação com o colega de profissão, Jardim relembrou indicação do "Mister" para assumir o Flamengo em 2020.

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— Ainda não (falou com Jesus). Vou aproveitar para ver se vamos jantar ou almoçar amanhã. Estive sempre trabalhando. Quando se trabalha, o tempo é pouco. Hoje foi dia de concentração, ontem teve treino à tarde. Houve pouco tempo, mas, se tiver essa possibilidade, óbvio que queremos estar juntos. Uma coisa é o futebol, outra é a nossa relação. O Jesus, em 2020, quando saiu (do Flamengo), me telefonou para vir para cá. Ele acreditava que eu era boa solução para o Flamengo. Acabou que não aconteceu, somente em 2026 — declarou.

Leonardo Jardim Flamengo Coritiba
Leonardo Jardim comemora gol do Flamengo contra o Coritiba (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)


Outras respostas de Leonardo Jardim após Flamengo x Coritiba

Utilização da base

— Eu, como treinador, tenho sempre esse registro na carreira, que é dar atenção aos jovens da base. Aqui, com jogos a cada três dias, não demos atenção em termos de jogos, mas demos em termos de análise do que fizeram no sub-20. O João tem jogado muito no sub-20 e, ano passado, treinou no principal. Hoje tinha duas opções, entrar o Saul e colocar um volante para trás, ou acreditar e colocar um jovem. Eu não gosto de mudar posições, ele está aqui e tenho que acreditar nele. Eu disse: "João, você sabe as regras, tem que jogar seu futebol". Acho que ele fez um bom jogo e não por acaso é um dos melhores zagueiros jovens do futebol brasileiro. Espero que seja um primeiro passo para, no futuro, jogar mais e bem. Essa é a minha orientação.

Duelo com o Cruzeiro na Libertadores

— O sorteio foi contra uma das equipes que tem também um objetivo de sorte na Libertadores. Reforçou esse ano e já vem construída de um ano para o outro. Sabemos que vai ser um jogo intenso na ida e na volta. Nós vamos ter o objetivo de vencê-los. Sabendo que a decisão vai ser aqui no Maracanã. Procurar fazer um bom jogo no Mineirão primeiro. Uma coisa que vai na minha cabeça neste momento é preparar para os jogos de entrada, porque ainda não sabemos quais jogadores vamos ter. Porque não se sabe quando as equipes da Copa vão ser eliminadas, se os jogadores vêm saudáveis ou não, se vêm de folga, se vão ter férias. Essa parte é o meu foco neste momento. Depois darei atenção a esse jogo. Cada coisa em seu momento.

Janela de transferências

— Uma medida importante é saber quanto teremos para investir. Temos necessidades, mas vamos ver o que o dinheiro será suficiente para buscar. Com essa diretriz, vamos reforçar a equipe com mais qualidade. Não vamos trocar por trocar. Vamos trazer jogadores que consigam acrescentar. Nesse momento, a meia está um pouco no Arrascaeta e, às vezes, o Carrascal. Poderíamos ter um jogador ali diferente. O Boto está a trabalhar essa situação. De resto, temos que ver posição por posição e colocar mais qualidade.

Samuel Lino como 'camisa 10'

— A nossa opção em termos de decisão do meio foi por um jogador que casasse bem com o Pedro. O Pedro infiltrou bastante e o Lino entrou, o Luiz (Araújo) flutuou e o Royal entrou… Era uma dinâmica que queríamos proporcionar, porque os volantes do Coritiba poderiam pressionar e nos incomodar entrelinhas. Conseguimos essas boas dinâmicas, que aumentaram depois da expulsão (do Pedro Rocha, do Coritiba). O Lino é um jogador com essas características. Se vocês repararem, o Arrasca também faz esses movimentos à volta do atacante. É importante que esse meia crie espaços não só na frente da linha defensiva, mas também por trás. Foi o que pedi a ele e foi o que aconteceu.

Comportamento tranquilo

— Acho que a idade me permite criar maturidade. São muitos anos treinando jogadores em vários clubes. Controlo a emoção, não do jogo que eu vivo, mas de decidir na loucura. O que é muito bom hoje, amanhã é muito ruim. Essa maturidade, 30 anos de carreira, me permite olhar para as coisas com melhor equilíbrio. Mesmo em termos pessoais. Costumo dizer a quem trabalha comigo que eu tiro um dia de luto quando o time não ganha. No dia seguinte, não falem comigo porque é meu dia de luto. Esse dia serve para que, no dia seguinte, eu tenha energia para dar a quem trabalha comigo. Essa é a minha ideia. Um clima positivo ajuda o trabalho de todo mundo. Claro que sou exigente e rigoroso, mas de uma forma que tem que ser educada e de fazer as pessoas entenderem o que é profissionalismo. Profissionalismo não é gritar, falar alto. É fazer o nosso melhor a cada dia e momento. É isso que eu peço aos meus jogadores e a quem trabalha comigo. Talvez seja a idade que me permite esta abordagem às coisas de forma menos emocional. Com certeza fico triste quando perco, você vê no último dia. Às vezes temos que chamar as coisas pelos nomes, mas não gosto de estar fora de mim em termos emocionais. Quando você sai do equilíbrio, diz besteiras que no dia seguinte vai se arrepender.

Plano de jogo

— A estratégia foi a mesma de há três dias ou há seis dias: não deixar jogar. Na nossa casa, temos que nos impor, não podemos dar confiança ao adversário. Criamos muitas chances, como criamos contra o Cusco e contra o Palmeiras quando estava 11 contra 11. Roubamos bolas na saída deles, poderíamos ter feito mais gols por detalhes. Acredito que os jogadores estão se esforçando para criar, para recuperar a bola como equipe. Quando cheguei, diziam que tinham jogadores que não pressionavam. Nossos jogadores pressionam, e isso é importante. Somos uma equipe grande, não podemos deixar a equipe adversária pensar. Os jogadores estão entendendo esse pensamento.

Perfil de atacante para o Flamengo

— Se tivesse que escolher um atacante para a equipe, se essa fosse a prioridade, eu iria escolher um meio a meio entre Pedro e Bruno, para ficar com três soluções dentro da estrutura. É um pouco o que o Lino faz também. Foi muito bom esse jogo, para percebermos que temos mais uma solução como meia avançado ou segundo atacante. Nosso lado esquerdo está sobrecarregado, temos muita gente que gosta de jogar daquele lado. No lado direito temos menos gente. Gosto de um plantel equilibrado. Se eu tivesse que escolher, teria três atacantes diferentes. Não quero um igual ao Pedro ou igual ao Bruno, porque já temos ele.

Recuperação de Lino e Plata

— Quando eu falava do casamento entre dois jogadores, que cada um tem sua característica, eram Lino e Pedro, por exemplo. Como treinador, tenho que observar, saber as características e conseguir colocá-los em um bom ambiente para desenvolvê-las melhor. Lino e Plata, por motivos diferentes, por vezes não estavam no melhor habitat para desenvolver suas características. O Plata por estar saindo fora daquilo que eram as regras da equipe. Em um primeiro período, ele ficou de fora e depois começou a fazer aquilo que a gente queria. Por isso seu crescimento. E o Lino, porque deixou de jogar em cima da linha e se envolver em outros movimentos que gosta, de atacar espaço, de buscar. Isso permitiu a evolução dentro do seu habitat natural. Não é o treinador que é importante na performance dos jogadores. Eles que têm capacidade de perceber as ideias e se colocar no melhor nível. E foi isso que aconteceu tanto com o Plata quanto com o Lino.

Contratação de jovens é prioridade?

— Queremos trazer jogadores que não temos, em termos de características, ou melhores ou do mesmo nível com mais saúde. Isso vai dentro daquilo que é o planejamento de todas as grandes equipes. Jogadores que possam competir por muito tempo, sejam jovens ou não. Para o nosso plantel, jogadores de 25 anos são jovens. Jogadores que para médio prazo ou futuro próximo. Essa é uma ideia que tenho passado para a direção. Não é uma ideia da equipe do Jardim, é a ideia de qualquer equipe.

Flamengo piorou nas bolas paradas?

— Nosso número de bolas paradas não é muito alto. Nosso melhor batedor ofensivo está fora, que é o Arrascaeta. Isso nos cria dificuldades. Não há ninguém comparado ao Arrascaeta em bolas paradas. Há quem bata bem, mas ele bate muito bem. Em termos defensivos, sofremos gols, mas acho que não existem muitas diferenças. Não estou com os dados aqui, posso trazê-los na próxima entrevista. É uma coisa com a qual trabalhamos todas as semanas.

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