Flamengo de Jardim abre mão da bola, mas é tão eficaz quanto o de Filipe Luís
Estilo do português se afasta do antecessor, mas mantém eficiência no ataque e na defesa

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Há dois meses no comando do Flamengo, Leonardo Jardim já imprimiu suas digitais no estilo de jogo da equipe. A chegada do treinador português trouxe mudanças na postura da equipe em campo, com conceitos bem diferentes daqueles aplicados pelo antecessor Filipe Luís. Apesar disso, os números mostram que os trabalhos têm eficiências parecidas.
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Sob o comando do ex-lateral-esquerdo, o Rubro-Negro teve como marcas o domínio da posse de bola e a ocupação do campo adversário. Na última edição de Campeonato Brasileiro, o atual campeão foi quem mais teve a bola, em 62,1% do tempo. O número supera por muito o segundo melhor no quesito, o Corinthians, com 55,7%.
Com Leonardo Jardim, no entanto, o cenário é outro. Após 14 rodadas do Brasileirão 2026, o Flamengo é o sétimo no ranking de posse de bola, com 53,1% de média — o número ainda leva em conta os dois primeiros jogos, ainda com Filipe Luís, quando a equipe teve posse de 65% e 56% diante de Internacional e Vitória, respectivamente.
Considerando todo o trabalho do português, o Rubro-Negro ficou com a bola em 52% do tempo nos 15 jogos até aqui. Com Filipe, a média foi de 61% de posse nos 101 jogos à frente da equipe, contando todas as competições.
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A maior característica do estilo de Filipe Luís, porém, não era apenas o domínio da posse de bola, e sim a pressão no campo adversário para retomar o controle. Este é o ponto em que o Flamengo de Leonardo Jardim mais se afasta do antecessor: a postura muitas vezes reativa, esperando o rival no próprio campo para feri-lo no contra-ataque.
As estatísticas comprovam essa diferença. Durante todo o trabalho de Filipe, o Rubro-Negro registrou média de 5,7 recuperações da posse no último terço; desde que Jardim assumiu, o número diminuiu para 3,1 (54,4% a menos).

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Estilos diferentes, eficiência parecida
A mudança também é visível no número de chances criadas. Em 2025, o Flamengo liderou o Campeonato Brasileiro em finalizações por jogo, com 15,4 de média. Na atual edição, porém, o time é o sétimo melhor no quesito, com 13,6 de média. Considerando os trabalhos de forma completa, contando todas as competições, a diferença diminui: 15,2 chutes por jogo com Filipe contra 14,6 da equipe de Jardim.
A eficiência ofensiva, no entanto, é parecida. Analisando o número de grandes chances criadas e de gols esperados (xG) por jogo, os trabalhos se assemelham. Em gols marcados, porém, o português leva vantagem em média. Veja abaixo.
| Média por jogo | Com Filipe Luís | Com Leonardo Jardim |
|---|---|---|
Gols | 1,8 | 2,1 |
Finalizações | 15,2 | 14,6 |
Grandes chances criadas | 2,9 | 2,8 |
xG* | 1,68 | 1,71 |
*xG representa a quantidade de "gols esperados" por jogo, ou seja, a soma da probabilidade de cada finalização da equipe ser convertida em gol
Em termos defensivos, os números mostram situação parecida. Com o estilo mais reativo, o Flamengo de Leonardo Jardim é muito mais atacado pelo adversário em comparação ao time de Filipe Luís. Sob o comando do português, a equipe sofre 12,7 finalizações do adversário por jogo; antes, a média era de 9,5 por partida.
Mais uma vez, contudo, a eficiência é parecida. Apesar do maior volume de chutes adversários, o time de Jardim cede menos grandes chances. Em número de gols sofridos, os dois trabalhos se aproximam. Confira abaixo.
| Média por jogo | Com Filipe Luís | Com Leonardo Jardim |
|---|---|---|
Gols sofridos | 0,8 | 0,7 |
Finalizações sofridas | 9,5 | 12,7 |
Grandes chances cedidas | 1,4 | 1,1 |
Trabalho de Leonardo Jardim no Cruzeiro apontava mudança
O Cruzeiro de Leonardo Jardim foi apenas o 14º time em posse de bola no Brasileirão 2025, com 47,7%. Em campo, o desempenho da equipe celeste foi dos melhores, já que terminou a competição em terceiro lugar, com 70 pontos.
Além de mostrar esse estilo mais reativo, o time mineiro sofreu ao ser desafiado a propor o jogo. Não à toa, foi surpreendido com tropeços diante de times mais fechados, como nas derrotas para Ceará e Santos em casa, para o Vasco em São Januário e o empate com o Juventude no Alfredo Jaconi.
Em outras competições, o cenário se repetiu, vide a campanha ruim na Sul-Americana, com direito a derrota em casa para o Mushuc Runa, do Equador. Na Copa do Brasil, foi eliminado para o Corinthians em pleno Mineirão ao perder por 1 a 0, apesar de ter 63% de posse de bola.
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As estatísticas comprovam a dificuldade do Cruzeiro de Leonardo Jardim em jogos em que precisou tomar a iniciativa. A equipe teve posse de bola superior a 53% em 23 partidas sob o comando do português, com aproveitamento de apenas 35%. Foram cinco derrotas, nove empates e nove derrotas no recorte.
Jogando "sem a bola", em jogos que teve 53% ou menos da posse, o cenário foi muito mais positivo. Em 32 partidas neste contexto, o Cabuloso venceu 21 jogos, empatou nove e perdeu apenas dois, um aproveitamento de 75%. Confira abaixo comparação mais detalhada.
| Estatística | >53% de posse | =<53% de posse | Total |
|---|---|---|---|
Jogos | 23 | 32 | 55 |
Vitórias | 5 | 21 | 26 |
Empates | 9 | 9 | 18 |
Derrotas | 9 | 2 | 11 |
Aproveitamento | 35% | 75% | 58% |
Gols pró (média) | 23 (1,0) | 53 (1,65) | 76 (1,38) |
Gols contra (média) | 24 (1,04) | 20 (0,63) | 44 (0,8) |
Grandes chances (média) | 42 (1,8) | 71 (2,2) | 113 (2,1) |
Grandes chances cedidas (média) | 36 (1,6) | 36 (1,1) | 72 (1,3) |
Jogos sem sofrer gol (média) | 7 (30%) | 17 (53%) | 24 (44%) |
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