Rodolfo Landim - novo presidente do Flamengo

Landim encabeçou a Chapa Roxa e venceu o pleito, que aconteceu no início de dezembro (Diego Maranhao/AM Press

Alexandre Araújo
27/01/2019
16:58
Rio de Janeiro (RJ)

Uma das medidas anunciadas pela gestão de Rodolfo Landim, que comanda o Flamengo desde 1 de janeiro deste ano, foi uma mudança no estatuto e a criação de três novas vice-presidências: "Futebol de Base", "Responsabilidade Social" e "Embaixadas e Consulados". Porém, a ação vem gerando polêmica internamente, entre conselheiros, e foram protocoladas quatro emendas questionando a movimentação da cúpula do Rubro-Negro.

Nos documentos, membros de grupos políticos contestam que a criação das pastas poderia ter um impacto negativo no orçamento do clube, além de interpelarem o motivo de as torcidas organizadas não estarem incorporadas à vice de Embaixadas e Consulados, uma vez que, hoje, as organizadas têm mais sócios e mais sócios-torcedores que as embaixadas e "não seria justo serem inferiorizadas".

Um ponto que também causa insatisfação é a questão ser levada ao Conselho Deliberativo em bloco, ou seja, a votação ser para aprovar as três vice-presidências ou reprovar todas, já que a vice-presidência de Futebol de Base é vista como importante e quase unanimidade entre os conselheiros.

O prazo para contestação também não agradou. Antônio Alcides, presidente do Conselho Deliberativo, poderia dar até 30 dias, mas deu apenas dois. Ainda assim "alguns conselheiros correram e fizeram", mas os documentos não foram apreciados.

Na tarde deste domingo, a "SóFla", grupo que esteve à frente do Flamengo nos últimos anos, publicou um documento com 11 páginas. Além da crítica às 48 horas dadas para que as emendas fossem protocoladas, o grupo apontou propostas de supressão e inclusão em relação às diretrizes das novas pastas.

SoFla divulgo documento com sugestões para novas vices
Trecho do documento divulgado pela SóFla (Reprodução)

A Chapa "UniFla" anunciou os nomes dos novos vice-presidentes ainda no ano passado, antes de tomar posse. Vitor Zanelli vai comandar o "Futebol de Base", Walter D'Agostino encabeçará a "Responsabilidade Social" e Mauricio Gomes de Mattos a "Embaixadas e Consulados".

Em contato com o LANCE!, o Flamengo vê a movimentação como algo inerente à democracia, mas ressalta que, segundo rege o estatuto, o presidente tem autonomia de escolher a forma que deseja governar e, neste caso, Rodolfo Landim buscou uma atenção maior a departamentos que considera importante para o caminhar do Rubro-Negro. Além disso, garante que não haverá impacto algum ao orçamento do clube, uma vez que os investimentos para tais finalidades já existiam e serão apenas encaminhados para a pasta que terá tais focos.

O assunto será colocado em pauta em breve e, apesar da polêmica, a tendência é que a criação das vice-presidências seja aprovada pelo Conselho Deliberativo sem maiores problemas.