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Tite diz que esperava permanecer no Cruzeiro e comenta papel do filho na comissão

O treinador deixou o comando da Raposa após empate com o Vasco

Eduardo Statuti
Belo Horizonte (MG)
Dia 11/05/2026
15:42
Tite (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
imagem cameraTite (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

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Quase dois meses depois de deixar o comando do Cruzeiro, o técnico Tite afirmou em entrevista que sentiu que seu trabalho na Toca da Raposa II seria mais duradouro.

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– Sentia, sim, que iria permanecer no Cruzeiro para fazer o trabalho a médio e longo prazo, o ano todo. Foi proposto até dois anos de contrato, eu disse: "não, um ano só e depois avalia". Para que tenha esse período todo de trabalho, para fazer um trabalho que não é bom nem ruim, é um trabalho que não terminou. Porém, com parcelas importantes. O primeiro objetivo quando nós sentamos, nas poucas vezes que conversamos antes, foi: o objetivo do Cruzeiro? Ser campeão mineiro, uma retomada após seis anos. E na minha apresentação eu coloquei a eles todos, a toda a família, que é uma família extraordinária que vive e ama o Cruzeiro, ela transpira Cruzeiro, esse reconhecimento se faz a todos eles de uma maneira extraordinária – disse o treinador em entrevista ao ge.

– E aí um planejamento que ele poderia ter sido melhor, mas iniciando sem os principais atletas, demorou para engrenar. O que eu faria diferente? Eu traria os atletas mais da equipe base anteriormente. Colocar as Crias da Toca para jogar, como aconteceu, né? Para dar a elas (sequência), elas precisam dessa oportunidade, e os regionais também. Porém, os resultados que não aconteceram nos pressionaram. Tanto é que foram oito primeiros jogos. Nós jogamos os três primeiros dando um tempo para que os atletas se condicionassem fisicamente. Depois teve uma integração, e nesse meio tempo nós fizemos oito jogos e perdemos cinco. Nesses cinco está a perda do clássico, que é muito importante, e o Atlético-MG foi melhor e mereceu. E o início do Campeonato Brasileiro, em que a gente perdeu para o Botafogo com o placar dilatado. Isso gerou uma intranquilidade. Quando está 1 a 0, nós muito próximos de empatar, deu cãibra no jogador, ele saiu de campo, deu cãibra no segundo jogador e nós ficamos no impasse: vamos modificar? E o árbitro olha… Ali gera a modificação, na dúvida do atleta da informação se dava ou não para continuar, nós dissemos: bate o escanteio. Bateu o escanteio, tomou o segundo. Então ele trouxe dois resultados (negativos) numa sequência – comentou Tite.

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– Depois disso, falando em resultados desportivos, aí sim, mais ajustado, mais treinado, nós fizemos nove jogos, fomos campeões mineiros. Não só campeões mineiros, mas ganhando o clássico. E aí foi de uma forma muito emblemática, incisiva. Isso chancelou, e fizemos uma sequência de cinco ou seis jogos vencendo. Fomos campeões mineiros numa situação de ver o quão alegre uma torcida toda… Nunca tinha tido assim, com as famílias comemorando dentro do campo, e as famílias todas dos atletas estando ali, muito próximas do torcedor, com as famílias do Pedrinho presente, do Júnior. Então, nesses nove jogos nós fomos perder um jogo, contra o Flamengo. Porém… E aí eu vou falar a frase que a minha filha disse: "Pai, tu vives numa atividade profissional onde essa inconstância é uma marca". E aí foi a despedida – concluiu.

Relação do filho com seu trabalho

Durante sua passagem pelo Cruzeiro, Tite foi criticado por uma suposta ação excessiva de seu filho e auxiliar, Matheus Bachi. Na entrevista, o gaúcho explicou que todos seus assistentes têm funções delegadas por ele.

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Tite e Matheus Bachi (Foto: Eduardo Statuti/Lance!)
Tite e Matheus Bachi (Foto: Eduardo Statuti/Lance!)

– Informação agora: o técnico Tite, não é o Adenor, é ele que determina o modelo, a estratégia, ele forma a sua comissão técnica com dois outros técnicos, procura aproveitar no seu clube o técnico permanente, que foi o Wesley no Cruzeiro, para ter esses profissionais com o analista e formatar (a equipe) com a definição do técnico. A partir da definição, ele estabelece o trabalho de preparação e a divisão de funções. E ele, por vezes, dá (ordens) e por vezes supervisiona e interage, delegando a eles autonomias em alguns trabalhos. Continua exatamente a mesma. Tanto ele, como o Vinícius, quanto o Wesley, e o Henrique no Cruzeiro. Continua exatamente o mesmo – explicou.

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