ANÁLISE: jovens se mostram como alternativa e decidem jogo do Cruzeiro contra o Bahia
Os dois gols da vitória foram marcados por jovens

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Apesar de não ter entrado com uma equipe tão jovem para os padrões cruzeirenses (26.5 anos no time titular), o Cruzeiro venceu o Bahia com brilho dos jovens no último sábado. Os três personagens principais, Otávio, Kauã Moraes e Kaique Kenji, se encaixam na categoria Sub-21.
Artur Jorge acertou desde o início da partida ao mesclar titulares com reservas e dar oportunidades a atletas como Kauã Moraes, Sinisterra e Neyser. No intervalo, foi forçado a dar uma chance a Kaique Kenji, que decidiu a partida.
– Valorizar os jovens jogadores. Fazem parte de um todo, a importância de ter 36 ou 18 anos, não é relevante. O importante é que entendam o que o Cruzeiro precisa, ter o compromisso de mostrar diariamente que merecem essas oportunidades. É muito importante para o clube ter um Otávio, Jonathan Jesus, Kauã Moraes, pelo que é a sustentabilidade da base e o que podemos fazer no time principal – disse o técnico na coletiva de imprensa.
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Jogo franco foi melhor para o Cruzeiro
A Arena Fonte Nova foi palco de um jogo muito equilibrado no que diz respeito a posse de bola. Na criação, no entanto, o Cruzeiro foi melhor e mais agressivo, batendo recorde de finalizações com Artur Jorge (20) e igualando a melhor assertividade, com sete chutes no alvo. Entretanto, esse número não foge ao que os baianos vinham cedendo nos últimos jogos.
Por outro lado, no setor defensivo, a Raposa foi cirúrgica para evitar as investidas dos donos da casa. Com apenas oito finalizações, três no gol, o time comandado por Rogério Ceni teve seu pior desempenho ofensivo nos últimos seis jogos, nos quais teve pelo menos dois dígitos de chutes.
| Finalizações do Bahia nos últimos seis jogos | Finalizações dos adversários do Bahia nos últimos seis jogos |
|---|---|
19 (8) | 18 (8) |
18 (5) | 11 (5) |
12 (6) | 9 (5) |
13 (5) | 20 (8) |
14 (8) | 16 (6) |
8 (3) | 20 (7) |
Engana-se quem pensa que a Raposa abdicou da paciência contra o Tricolor. O primeiro gol é a pintura disso, com uma trama que envolveu cinco jogadores e terminou com uma finalização de Kauã Moraes na entrada da área pela esquerda. Além disso, 14 das finalizações celestes foram da entrada da área, mas três das finalizações de fora da área foram na direção certa.

Mudanças dentro de campo
Com dois jogadores de ataque, o Cruzeiro teve Neyser atuando de maneira parecida com Kaio Jorge, atacando as costas da defesa e sendo explorado em profundidade, mas não fez um bom jogo, tomando decisões erradas.
Enquanto isso, Sinisterra atuou como Christian e Gerson foi deslocado para a ponta direita, mas com menos profundidade que Arroyo. Com isso, Matheus Pereira ficou mais isolado no meio de campo, com menos associações. Ainda assim, deu cinco passes decisivos e criou uma grande chance.
Na defesa, Lucas Romero e Matheus Henrique se alternavam na construção das jogadas com os zagueiros. Na zaga, inclusive, ocorreu o maior erro, quando Fabrício Bruno fez pênalti em William José.
A vitória contra o Bahia marcou mais uma boa partida de Otávio. Ele fez duas intervenções, sendo uma delas importantíssima, aos 36 minutos, quando defendeu chute perigoso de Olivera (xGOT 0.50, estatística que afere probabilidade de um chute resultar em gol).

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