Presidente do Cruzeiro explica influência de sua gestão na SAF, gerida por Ronaldo Fenômeno

Comprador das ações majoritárias da SAF celeste, Ronaldo Fenômeno, agora, é o principal responsável pelo Departamento de Futebol da Raposa

Sérgio Santos Rodrigues, Ronaldo e Pedro Mesquita - Cruzeiro
Sérgio Santos Rodrigues segue como presidente da Associação Cruzeiro, mas sem interferência nas decisões de Ronaldo - (Foto: Divulgação/Flickr Cruzeiro)

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De fato, atualmente, o Cruzeiro vive uma realidade muito melhor e mais bem estruturada, se comparada aos dois anos anteriores, por exemplo. Um dos fatores que acarretaram essa estabilidade foi, certamente, a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). 

Agora, Ronaldo Fenômeno, comprador majoritário das ações da Raposa, gere o Departamento de Futebol, estabelecendo os contratos dos jogadores, por exemplo. A Associação Cruzeiro, por sua vez, ficou com a parcela minoritária da transação, equivalente a 10%. 

Sendo assim, segundo o que declarou o Presidente Sérgio Santos Rodrigues, o Cruzeiro, enquanto Associação, não tem interferência nenhuma nas decisões do Fenômeno, ficando responsável apenas pela gestão social do clube, além de outras modalidades, como vôlei e futebol americano.  

- Graças a Deus, zero (interferência da Associação no clube). Quando a gente fez essa divisão, 90% das ações da SAF são do Ronaldo. Logo, todas as decisões são tomadas por ele e por toda sua equipe. A Associação tem 10% disso, para proteger o Cruzeiro. (...) O presidente do clube, portanto, atua perante os clubes sociais, e, sobretudo, outros esportes - declarou o dirigente celeste, em entrevista ao Portal Superesportes. 

E AS TOCAS?

Vale lembrar, que antes de assinar o contrato de venda da SAF, Ronaldo pediu a inclusão das Tocas da Raposa I e II no projeto. Segundo o que revelou o presidente celeste, não houve nenhum tipo de repasse financeira pela inclusão dos Centros de Treinamento - a gestão de Ronaldo apenas assumiu parte das dívidas tributárias. 

- Foi basicamente trocada pela dívida tributária. A gente tinha uma dívida tributária muito grande, com as parcelas que estavam sendo colocadas. Havia um receio de que, talvez, a associação não cumprisse com essas parcelas e, ao mesmo tempo, precisava fazer muito investimento nas Tocas. A dívida era quase 400 (milhões de reais), e com o acordo que a gente fez, caiu para 180, 190 (milhões de reais) - complemento Sérgio Santos Rodrigues.   

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