Foi o primeiro balanço da administração de Wágner Pires de  Sá, à esquerda, que iniciou o seu mandato em janeiro do ano passado

Wagner Pires de Sá e Itair Machado são os principais alvos das denúncias de irregularidades no Cruzeiro- (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Valinor Conteúdo
26/06/2019
16:33
Belo Horizonte

O Cruzeiro ganhou mais um percalço em sua crise institucional, deflagrada após as denúncias de irregularidades financeiras veiculadas pelo “Fantástico”, da TV Globo. O Ministério Público de Minas Gerais(MPMG) instaurou procedimento investigatório criminal para averiguar os dirigentes do clube.

O órgão fez um comunicado em suas contas nas redes sociais explicando que as investigações ainda estão no início. O time celeste já está na mira da Polícia Civil e da Polícia Federal na Operação Escobar, em que houve vazamentos de documentos internos da PF com suposto envolvimento de advogados ligados ao Cruzeiro.

O procedimento do MP Mineiro vai seguir a mesma linha da Polícia Civil, que trabalha na investigação de supostos crimes de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e falsidade ideológica praticados pela diretoria do Cruzeiro, além de possíveis quebras de regra da Fifa, da Confederação Brasileira de Futebol e do Governo Federal.

Internamente os ânimos também não estão leves, pois há um pedido de afastamento da diretoria, protocolado pelo presidente do Conselho Deliberativo, Zezé Perrella, até que os fatos sejam apurados. Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro, reagiu a convocou o conselho para uma reunião no dia 8 de julho para esclarecimentos, mas ainda não houve resposta se o encontro será realizado.