O Mineirão disse que a demanda inicial de seguranças era de 580, mas houve uma falta em  massa principalmente para atender demandas do ENEM


O Mineirão confirmou que houve déficit de profissionais se segurança no clássico Cruzeiro e Atlético-MG pois, os trabalhadores atenderam demandas externas como o ENEM, já que são  freelancers e  prestam serviços por dia no Gigante da Pampulha-(Reprodução)

Valinor Conteúdo
10/11/2019
20:21
Belo Horizonte

As cenas lamentáveis de violência que aconteceram após o fim do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, quando um grupo de atleticanos invadiu a área de camarotes da Raposa, iniciando uma briga generalizada, com arremesso de cadeiras, entre outros objetos, pode ser creditada a uma falha de segurança interna no Mineirão.

A assessoria do Gigante da Pampulha, administrado pela Minas Arena, confirmou que havia escalado cerca de 580 pessoas para fazer a segurança no clássico mineiro, em conjunto com a PM. Porém, pelo menos 100 desses profissionais não foram trabalhar, pois, ainda segundo o Mineirão, teriam atendido outros eventos, principalmente o ENEM, que fora aplicado em todo país neste domingo, 10 de novembro.

A briga entre torcedores gerou diversos feridos e várias pessoas passando mal devido ao uso por parte da PM de gás de pimenta para conter os brigões. O Posto Médico do Mineirão relatou que houve atendimento por mal estar, torção e ferimento por bala de borracha.

Um torcedor atleticano foi atingido por bala de borracha próximo ao olho esquerdo e é o caso mais grave até agora. A Polícia Militar por enquanto não dá mais informações e diz que fará um pronunciamento oficial sobre a confusão no jogo.