A imagem mostrou que Dedé puxou Igor Rabello comentendo pênalti, mas a jogada foi ignorada pelo VAR

A imagem mostrou que Dedé puxou Igor Rabello comentendo pênalti, mas a jogada foi ignorada pelo VAR-Reprodução TV Globo

Valinor Conteúdo
15/04/2019
16:56
Belo Horizonte

O presidente da comissão de arbitragem da Federação Mineira de Futebol (FMF), Giuliano Bozzano, afirmou que teve a sensação de pênalti no lance entre Dedé e Igor Rabello, no fim do primeiro tempo do clássico entre Raposa e Galo, pelo jogo de ida da final do Campeonato Mineiro.

A jogada aconteceu aos 49 minutos do primeiro tempo e em algumas imagens do lance mostraram que houve falta do cruzeirense sobre o jogador atleticano.Porém, o VAR não foi acionado e também não comunicou ao árbitro de campo sobre o ocorrido.

O Atlético-MG reclamou muito do lance, que poderia dar o empate ao alvinegro ainda no primeiro tempo, após levar o gol de Marquinhos Gabriel, aos 45 minutos. Mesmo com a sensação de pênalti, Bozzano disse que quer ouvir o áudio dos árbitros na cabine do VAR antes de opinar sobre a disputa entre entre Dedé e Igor Rabello.

-Solicitei à empresa contratada que disponibilizasse à Federação, porque não adianta eu analisar o lance friamente sem saber o que eles conversaram. Ontem, após o jogo, eles foram rapidamente para o Rio, nós só tínhamos os árbitros reservas. Então, eu não gostaria de ser leviano. Não vou fugir: tive a sensação de penal. 'Mas você crava o penal, Bozanno?' Eu preciso ouvir o áudio, não sei como eles interpretaram. Eu tenho uma imagem fria, que me dá uma sensação de penal. Mas eu preciso saber o que eles interpretaram. Vou esperar o áudio- disse Giuliano Bozzano, em entrevista à Rádio 98 FM.

Acertos da arbitragem

Bozzano falou, na mesma entrevista que a arbitragem acertou no lance do gol de Fred, anulado porque o camisa 9 da Raposa usou o braço para mandar a bola para as redes. O dirigente comentou que o VAR não poderia ser utilizado no lance do escanteio que originou o gol do zagueiro Leo, o segundo do Cruzeiro.

-Você tem que ver o dano tático (que o uso da mão pode causar). Quando um atacante usa o braço de alguma forma, mesmo sem querer, você tem que considerar essa mão. Portanto, acho que foi uma interpretação acertada- afirmou Bozzano.

-Em relação ao lance de meta e canto, o VAR não pode entrar, não está no protocolo. Apesar de ter originado um gol, o VAR volta até o reinício da jogada. Então, ele voltaria até a cobrança do escanteio para ver se houve alguma irregularidade a partir dali. Então , não está no protocolo e o VAR não pode intervir- completou.