Djian explicou que o pedido para a sala do VAR ficar fora do Indeoendência evitaria pressão sobre os operadores do sistema

Djian explicou que o pedido para a sala do VAR ficar fora do Indeoendência evitaria pressão sobre os operadores do sistema-Vinnicius Silva/Cruzeiro

Valinor Conteúdo
17/04/2019
17:20
Belo Horizonte

O Cruzeiro está se mexendo nos bastidores para evitar que pressões externas possam interferir no segundo jogo da final do Mineiro. O clube celeste rebateu as declarações do diretor de futebol do Galo, Rui Costa ,em relação ao trabalho do VAR no estádio Independência. Costa estaria pressionando a FMF pelos lances polêmicos do VAR no primeiro jogo da grande final.
-Acredito firmemente que, junto com o nosso torcedor no Independência, vai ser difícil ter lapso de VAR- disse Rui Costa após o fim do primeiro clássico da final.

O Cruzeiro reagiu e enviou ao presidente da Federação Mineira de Futebol, Adriano Aro, e ao presidente da Comissão de Arbitragem, Giulliano Bozzano, um ofício no qual sugere que a sala do VAR seja montada fora do estádio Independência.


O Cruzeiro entende que a declaração de Rui Costa, dada em entrevista coletiva após a primeira partida da final, possui um tom de ameaça que possa vir a prejudicar a lisura e a eficiência da ferramenta caso a mesma seja solicitada durante o jogo.

A tese da Raposa se embasa na fala do árbitro Igor Junio Benevenuto, auxiliar do VAR na última partida, que disse, em entrevistas a emissoras de rádio, nas quais revelou que vem sofrendo ameaças desde a realização do jogo.

Contestações da Raposa

Na manhã desta quarta-feira, o diretor de futebol Marcelo Djian concedeu entrevista coletiva na Toca da Raposa 2, reforçando a preocupação do Cruzeiro em relação à segurança da equipe de arbitragem e do VAR no jogo decisivo do Estadual e também externando o sentimento do clube, que também se sentiu prejudicado em alguns lances polêmicos da partida do último domingo.

-Estamos indo para uma final onde está sendo dirigida uma pressão de que no primeiro jogo o adversário foi prejudicado e nós, o Cruzeiro, beneficiado. Nós não pensamos dessa maneira. Existiram erros e acertos para as duas partes, os dois clubes, mas estamos vendo, até mesmo com declarações de dirigentes adversários que no Independência o VAR será diferente, porque a torcida estará lá, que não terão a mesma coragem que tiveram no Mineirão. Acho que o futebol não é isso, é muito maior que isso. Esperamos que a arbitragem tenha tranquilidade, serenidade e principalmente idoneidade para fazer um bom trabalho, para que o futebol seja ganho dentro de campo, entre os 22 atletas. É o que o Cruzeiro espera para o próximo sábado-disse.

Djian destacou  o gol  anulado marcado pelo atacante Fred, que, na sua visão.  deveria ter sido validado, uma vez que o jogador cruzeirense fez um movimento natural, não teve a intenção de tocar a mão na bola, que foi secundário, nem ampliou a área de seu domínio para levar vantagem sobre o adversário.

Da mesma forma, o Cruzeiro contesta os critérios utilizados pelo árbitro, segundo o time celeste, aos 19 minutos do segundo tempo, houve um contato da bola na mão do zagueiro Igor Rabello, dentro da área, e o jogo seguiu normalmente, sem a marcação do pênalti.

-Realmente está se fazendo de tudo para que o árbitro entre pressionado, principalmente da parte do adversário, isso começou já no pós-jogo no Mineirão mesmo. Esperamos que seja um árbitro experiente que venha. Pode-se existir erros, a gente espera que se minimize esse número de erros. Esperamos que ele possa fazer uma boa partida e que o vencedor não seja de um lance irregular- explicou Djian.

A partida que decidirá o Estadual, entre Atlético-MG e Cruzeiro, será no sábado, 20 de abril, às 16h30, no estádio Independência. Vencedor do primeiro jogo, o Cruzeiro pode garantir o título com um empate. Ao Galo, uma vitória simples garante mais um caneco estadual para o alvinegro.