Cruzeiro aprova contas de 2017, mas vê endividamento crescer
O clube celeste tem dívida de mais de R$ 400 milhões em tributos e processos com clubes e atletas

Se dentro e campo reina a paz no Cruzeiro, fora deles ainda há uma disputa declarada entre a atual e a última administração do clube, capitaneada por Gilvan de Pinho. Um dos pontos críticos de divergências é o balanço das contas do Cruzeiro em 2017.
As contas referentes ao balanço de 2017, último ano da gestão de Gilvan de Pinho Tavares foram aprovadas, mas com ressalvas pelo Conselho Deliberativo do clube.
A reunião de conselheiros seguiu o trâmite iniciado em abril, que não havia sacramentado as contas do ano anterior e o prazo final era até este mês de outubro, como prevê a lei. A assembleia foi comandada por Zezé Perrela, presidente do conselho deliberativo do Cruzeiro. O presidente do clube, Wagner Pires de Sá, também estava presente.
O balanço diz que o Cruzeiro teve receita extraordinária de R$ 64 milhões, referente a parcelas finais de luvas/ bônus de direitos de transmissão do contrato de 2014 a 2019.
Mas, mesmo com receitas extras, o clube teve déficit de R$ 16.844.160,06 milhões. Esse dado é o mesmo apresentado por uma consultoria independente, contratada pela diretoria que assumiu a Raposa em 2018.
Um número chamou atenção no balanço apresentado. O clube começou a temporada de 2018 com R$ 57 milhões entre atrasos de salários, premiações e outras dívidas, como a pendência com a Minas Arena.
O Cruzeiro tem como dívida R$ 229.606.919,03 milhões, além de R$ 158.994.034,80 milhões de parcelamentos em outros tributos, como o programa Profut, totalizando cerca de R$ 433 milhões. Esses dados preocupam o clube que fará um trabalho com ex-presidentes do clube para sanar o alto endividamento.
Entre os principais problemas financeiros da Raposa estão dívidas com outros clubes em processos que estão na Fifa e com outros credores. No balanço apresentado o valor ultrapassava R$ 50 milhões.
Em entrevista concedida no mês de junho, o ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares questionou os números apresentados e manteve o discurso de tranquilidade em relação às contas do clube.
Nem o prêmio milionário da Copa do Brasil de mais de 60 milhões de reais deverá aliviar o caixa do clube. O vice de futebol Itair Machado disse que o prêmio será gasto para pagamento de jogadores e funcionários. Outra reunião para avaliar a situação financeira do Cruzeiro será convocada o mais breve possível.

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