Franck Caldeira, ouro na maratona do PAN do Rio 2007

Frank Caldeira venceu a são Silvestre de 2006 pelo Cruzeiro e no ano seguine conseguiu a medalha de ouro no Pan do Rio na maratona- Bruno Miani/CBAt

Valinor Conteúdo
31/12/2018
17:25
Belo Horizonte

Nem as conquistas e ser um dos principais clube do atletismo brasileiro, evitaram o fim da equipe de corridas do Cruzeiro, que existe desde 1984 e sempre trouxe bons resultados, além de ser uma ferramenta de divulgação da marca do clube em outras áreas.

O time celeste confirmou o fim das atividades no atletismo, que realizou 3.850 participações em corridas, conquistando diversas provas de nível nacional e internacional.

A diretoria do Cruzeiro alegou redução de gastos para terminar o ciclo do esporte no clube azul. A estrutura do atletismo cruzeirense contava com o treinador Alexandre Minardi e mais 25 atletas, ao custo de R$ 600 mil por ano em 2017, 50 mil ao mês, mas que foi reduzido em 2018 para R$ 30 mil mensais.

A Corrida de São Silvestre, que foi disputada em São Paulo, no dia 31 de dezembro, foi a última competição do atletismo cruzeirense.

- Foi uma decisão da diretoria, pois o atletismo gerava muita despesa e não conseguíamos patrocínio. Portanto, encerramos as atividades- disse ao SuperEsportes o diretor-geral do Cruzeiro, Sérgio Nonato, que completou:
- Estamos cortando custos. O atletismo gastava mais de R$ 500 mil. Não tem patrocínio. Todos os atletas já foram comunicados, explicou.

O técnico Alexandre Minardi, que estava no atletismo do Cruzeiro há mais de 30 anos, lamentou o fim da equipe, que teve atletas de destaque, como Franck Caldeira, vencedor da São Silvestre em 2006.

- Sou muito grato ao Cruzeiro, gratidão imensa, mas fiquei triste pela forma como foi comunicado o fim da equipe de atletismo”, lamentou Minardi. “Sempre brilhamos nas provas de rua do país. O Cruzeiro é reconhecido no mundo inteiro, é uma equipe respeitada no Brasil inteiro- disse.

- O argumento do Cruzeiro é que precisa cortar despesas, que a dívida está grande. Eu perguntei se a culpa era do atletismo, pois nosso custo é mínimo. Tem atleta que recebe R$ 1 mil, R$ 1,5 mil. Até o ano passado, o custo anual era R$ 600 mil, cerca de R$ 50 mil por mês, para passagens, hospedagens, tudo. E esse valor não tinha reajuste há uns 10 anos e olha a inflação deste período. O presidente Wagner Pires de Sá reduziu 40%, para cerca de R$ 30 mil mensais neste ano de 2018- revelou.

O Cruzeiro possui uma dívida perto de 500 milhões de reais entre obrigações financeiras com bancos e débitos com clubes por não pagamento de valores pela compra de jogadores.