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A camisa 2 da Raposa foi mostrada por Egídio, Fred, Henrique e o Raposão- divulgação Cruzeiro

Valinor Conteúdo
19/01/2019
08:28
Belo Horizonte

Mística, superstição ou coincidência. Cada um decide no que pensar. Mas o fato é que a camisa branca tem um capítulo especial na história quase centenária do Cruzeiro Esporte Clube. Presente em diversos jogos importantes da Raposa ao longo desses anos, o manto celeste de número 2 ganhou a versão de 2019, apresentada à Nação Azul nesta sexta-feira.

Na partida contra o Patrocinense, na próxima quarta-feira, às 21h30, no Mineirão, os jogadores já entrarão em campo com a camisa, desenvolvida pela Raposa em parceria com a Umbro, e que neste ano traz grafismos em embossing das estrelas do Cruzeiro do Sul, em homenagem ao período de mudança do nome de Palestra Italia para Cruzeiro, momento em que o clube passou a adotar as cinco estrelas. Há ainda detalhes na gola, em ribana, e nas costas, que tem tecido especial para facilitar a respiração, levando conforto aos atletas e torcedores.

Outra novidade é que o manto cruzeirense traz dois selos em destaque. O primeiro deles é o “Legado”, localizado na barra da camisa. O elemento apresenta a mistura dos escudos dos períodos de Palestra e Cruzeiro, contendo também a imagem do mascote e o ano de fundação do time. Já na parte de trás da gola, o selo “Raposa” apresenta o mascote adotado pelo clube desde a mudança da identidade e o ano de sua fundação, em 1921, ao lado das estrelas.

O manto na história

A primeira vez em que o Cruzeiro entrou em campo com a camisa branca aconteceu em 20 de abril de 1950. Na ocasião, o clube estrelado derrotou o Sete de Setembro por 4 a 1 em um amistoso no campo do Barro Preto. O motivo da escolha do novo uniforme se deu em razão dos precários sistemas de iluminação dos estádios da época.

Foram muitos títulos conquistados com o manto de número 2. O mais famoso deles foi a Taça Brasil de 1966, primeiro troféu nacional da Raposa, quando a equipe encantou o Brasil ao vencer o poderoso Santos de Pelé por 3 a 2, em São Paulo-SP.

Outra página heroica e imortal escrita com o uniforme aconteceu em 1993, quando o Cruzeiro faturou o primeiro dos seis títulos da Copa do Brasil, contra o Grêmio, no Mineirão. E novamente a mística esteve presente em 2011, com a sonora goleada por 6 a 1 no Atlético Mineiro, no Campeonato Brasileiro.


No entanto, muitos torcedores talvez não saibam, mas a magia do uniforme 2 começou em 1987, quando o time, utilizando a camisa branca, engatou uma sequência de bons resultados que o levou à semifinal do Campeonato Brasileiro.