ANÁLISE: Goleada sofrida pelo Cruzeiro expõe feridas que não podem ser escondidas pelo início de temporada
O Cruzeiro foi goleado por 4 a 0 pelo Botafogo

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Ainda é o penúltimo dia do primeiro mês do ano, mas a crise já está na Toca da Raposa II. Não, não é momento de mudar de técnico. Sim, o início da temporada é difícil para o Cruzeiro, assim como para todas as equipes. Mas a goleada sofrida para o Botafogo expõe alguns pontos que não podem ser justificados pelo pouco tempo de trabalho.
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Até o momento, a Raposa fez seis jogos e venceu apenas dois, com quatro derrotas. Nesse período, a equipe descansou os titulares e usou a cavalaria em apenas três partidas: uma goleada feita, uma sofrida e uma derrota no clássico.
Nas duas derrotas, o Cruzeiro mostrou o mesmo problema: a falta de poder de reação. Nas duas partidas, o time criou, mostrou evolução, mas quando se viu em adversidade, passou a errar passes e se desorganizar em campo.
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Primeiro tempo contra o Botafogo foi bom
Nos primeiros 45 minutos no Nilton Santos, o Cruzeiro foi superior em praticamente todas as estatísticas, com mais posse, mais chutes, mais chutes ao gol, chances perigosas, passes, duelos vencidos e recuperações de bola.
A dupla Lucas Romero e Lucas Silva foi muito importante na pressão na saída de bola adversária. Além disso, o perde e pressiona, tradicional nas equipes de Tite, inibiu os ataques alvinegros.
As principais jogadas do Cruzeiro vieram em bolas em profundidade para Kaio Jorge, características do time de Leonardo Jardim que foi mantida. O camisa 19 chegou a marcar, mas estava impedido.
Gerson fez várias funções em campo, atuando pelo lado direito, voltando para construir e também pisando na área para finalizar. Talvez a única falha no primeiro tempo tenha sido a liberdade dada a Arthur Cabral.

Abatimento
No segundo tempo, bastaram três minutos para que isso fosse por água abaixo com o gol de Danilo. Diferente do que aconteceu contra o Atlético-MG, o abatimento não foi imediato. O Cruzeiro seguiu pressionando e criando pelas beiradas.
Christian entrou e atuou centralizado, dando o corredor direito para Gerson. O camisa 11 inclusive quase empatou o jogo em lance que se lesionou levemente. Mas na indecisão de sua saída, a 15 minutos do fim e com um a menos, o gol que mudou a partida veio dos pés de Matheus Martins em contra-ataque, algo admitido por Tite em coletiva de imprensa.
Depois disso, o Cruzeiro deu apenas mais um chute ao gol, com Kaique Kenji, a dez minutos do fim. Do outro lado, o Botafogo construiu a goleada no abatimento celeste. Danilo subiu com liberdade assustadora no meio dos dois zagueiros celestes e Artur aproveitou contra-ataque para fechar a conta.

O começo de temporada é duro e o novo calendário é realmente desafiador. Mas o Cruzeiro jogou contra uma equipe que vive o mesmo cenário, também com um treinador contratado recentemente. Não é momento para mudar rota, não é momento de apontar culpados e cortar cabeças. Talvez a solução tenha sido citada suavemente por Tite: a atitude dos jogadores.
– Depende de como reagimos. Se a equipe tiver personalidade de absorver as críticas em cima do desempenho no jogo, efetividade, consistência. Não se faz gol sozinho, são 11 atletas. Quando tu toma gol é conjunto também. Depende da grandeza da equipe – projetou Tite.
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