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ANÁLISE: Goleada sofrida pelo Cruzeiro expõe feridas que não podem ser escondidas pelo início de temporada

O Cruzeiro foi goleado por 4 a 0 pelo Botafogo

Eduardo Statuti
Belo Horizonte (MG)
Dia 30/01/2026
06:10
Tite (Foto: Thais Magalhães/Cruzeiro)
imagem cameraTite (Foto: Thais Magalhães/Cruzeiro)

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Ainda é o penúltimo dia do primeiro mês do ano, mas a crise já está na Toca da Raposa II. Não, não é momento de mudar de técnico. Sim, o início da temporada é difícil para o Cruzeiro, assim como para todas as equipes. Mas a goleada sofrida para o Botafogo expõe alguns pontos que não podem ser justificados pelo pouco tempo de trabalho.

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Aposte na vitória do Cruzeiro!

Até o momento, a Raposa fez seis jogos e venceu apenas dois, com quatro derrotas. Nesse período, a equipe descansou os titulares e usou a cavalaria em apenas três partidas: uma goleada feita, uma sofrida e uma derrota no clássico.

Nas duas derrotas, o Cruzeiro mostrou o mesmo problema: a falta de poder de reação. Nas duas partidas, o time criou, mostrou evolução, mas quando se viu em adversidade, passou a errar passes e se desorganizar em campo.

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Primeiro tempo contra o Botafogo foi bom

Nos primeiros 45 minutos no Nilton Santos, o Cruzeiro foi superior em praticamente todas as estatísticas, com mais posse, mais chutes, mais chutes ao gol, chances perigosas, passes, duelos vencidos e recuperações de bola.

A dupla Lucas Romero e Lucas Silva foi muito importante na pressão na saída de bola adversária. Além disso, o perde e pressiona, tradicional nas equipes de Tite, inibiu os ataques alvinegros.

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As principais jogadas do Cruzeiro vieram em bolas em profundidade para Kaio Jorge, características do time de Leonardo Jardim que foi mantida. O camisa 19 chegou a marcar, mas estava impedido.

Gerson fez várias funções em campo, atuando pelo lado direito, voltando para construir e também pisando na área para finalizar. Talvez a única falha no primeiro tempo tenha sido a liberdade dada a Arthur Cabral.

Gerson  (Foto: Thais Magalhães/Cruzeiro)
Gerson (Foto: Thais Magalhães/Cruzeiro)

Abatimento

No segundo tempo, bastaram três minutos para que isso fosse por água abaixo com o gol de Danilo. Diferente do que aconteceu contra o Atlético-MG, o abatimento não foi imediato. O Cruzeiro seguiu pressionando e criando pelas beiradas.

Christian entrou e atuou centralizado, dando o corredor direito para Gerson. O camisa 11 inclusive quase empatou o jogo em lance que se lesionou levemente. Mas na indecisão de sua saída, a 15 minutos do fim e com um a menos, o gol que mudou a partida veio dos pés de Matheus Martins em contra-ataque, algo admitido por Tite em coletiva de imprensa.

Depois disso, o Cruzeiro deu apenas mais um chute ao gol, com Kaique Kenji, a dez minutos do fim. Do outro lado, o Botafogo construiu a goleada no abatimento celeste. Danilo subiu com liberdade assustadora no meio dos dois zagueiros celestes e Artur aproveitou contra-ataque para fechar a conta.

Kaio Jorge (Foto: Thais Magalhães/Cruzeiro)
Kaio Jorge (Foto: Thais Magalhães/Cruzeiro)

O começo de temporada é duro e o novo calendário é realmente desafiador. Mas o Cruzeiro jogou contra uma equipe que vive o mesmo cenário, também com um treinador contratado recentemente. Não é momento para mudar rota, não é momento de apontar culpados e cortar cabeças. Talvez a solução tenha sido citada suavemente por Tite: a atitude dos jogadores.

– Depende de como reagimos. Se a equipe tiver personalidade de absorver as críticas em cima do desempenho no jogo, efetividade, consistência. Não se faz gol sozinho, são 11 atletas. Quando tu toma gol é conjunto também. Depende da grandeza da equipe – projetou Tite.

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