Análise: Cruzeiro evolui em ideias de Tite, mas repete descontrole em momentos de adversidade
O Cruzeiro perdeu seu segundo jogo no Campeonato Brasileiro

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O desespero dos jogadores do Cruzeiro quando em adversidade em 2026 não é novidade. Contra o Coritiba, a equipe comandada por Tite não só mostrou erros, mas se descontrolou com muito tempo no relógio. Porém, contra o Coxa, esse não foi o único fator, faltou pontaria e a escassez da mira mexeu com os nervos dos atletas.
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A Raposa entrou em campo com Cássio no gol, a defesa formada por William, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki; no meio Lucas Romero, Gerson, Christian e Matheus Pereira, com Kaio Jorge e Arroyo no ataque.
Mais uma vez, características positivas dos times de Tite foram vistas, como o perde pressiona bem feito no primeiro tempo, as triangulações pelos lados e a construção com três jogadores. Desta vez, Gerson ficou ainda mais livre e, ao lado de Lucas Romero, auxiliou a iniciação das jogadas com os zagueiros.
Primeiro tempo positivo do Cruzeiro
Com as valências positivas do trabalho de Tite, o Cruzeiro criou algumas jogadas pelo lado esquerdo, principalmente com tramas envolvendo Kaiki, Gerson e Christian (que mais uma vez jogou pela esquerda). Do outro lado, as jogadas tinham mais dificuldades para caminharem, com Arroyo jogando com o pé trocado na direita.
Entretanto, a jogada do único gol celeste saiu justamente no setor direito. William, que teve boa atuação ofensiva, carregou pela lateral, passou para Romero, fez a ultrapassagem, e recebeu passe de Arroyo, encontrando Matheus Pereira na área.

O que deu errado no primeiro tempo?
Apesar de conseguir ir bem na construção das jogadas e no ataque, o Cruzeiro deu indícios de fraqueza no lado direito na defesa. O Coxa explorou muito desde o início da partida as jogadas pela esquerda de seu ataque, mas inicialmente não conseguiu levar muito perigo.
Mas nos minutos finais, o defeito ficou evidente. O Coritiba avançou pela direita e inverteu a jogada para Bruno Melo. O lateral estava sozinho. Arroyo recompôs, mas foi para a ponta da área marcando a bola. Com liberdade, o defensor cruzou para Lavega apenas empurrar a bola para o fundo do gol.
Filme repetido na etapa final
Na segunda etapa, o Cruzeiro seguiu como o domínio da posse de bola. Mas aos oito minutos, um erro defensivo fez Tite até mudar peças. Pedro Morisco fez defesa na área e ligou diretamente Ronier no ataque. O camisa 11 passou com facilidade por William e passou para Breno Lopes. O atacante driblou Cássio e fez 2 a 1. Depois disso, a Raposa repetiu o filme dos últimos jogos: erros de passes e chuva de bolas na área.
As mudanças de Tite não mudaram o desenho do time. Fagner e Matheus Henrique entraram nos lugares de William e Lucas Romero. O lateral não mudou muita coisa, trouxe mais qualidade nos numerosos cruzamentos. Mas Matheus Henrique não entrou bem, errando passes que geraram oportunidades de contra-ataque para o Coxa.
Com a entrada do camisa 8, Gerson teve mais liberdade para avançar ao ataque, mas deixou a partida 18 minutos depois para dar lugar a Lucas Silva. O capitão segurou as pontas no meio para Matheuzinho avançar. No fim, a única grande chance de empate veio dos pés de Christian.
Realmente, como disse Tite na coletiva de imprensa, foi um jogo de dois tempos. Mas esse já é o terceiro, e a torcida já não parece ter mais paciência para acompanhar o processo de evolução.

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