Cássio

Cássio antes de partida contra o Oeste, no último domingo, na Arena (Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians)

Ana Canhedo
18/03/2019
06:00
São Paulo (SP)

Invicto há nove jogos, o Corinthians está em franca evolução na temporada de 2019, na visão de Cássio. Há três partidas sem sofrer gols de jogadas de bola aérea, o camisa 12 acredita ser possível manter o ritmo no decorrer da temporada e evoluir ainda mais na briga por todos os campeonatos.

A melhora no "pesadelo" das jogadas aéreas é decorrente também do aumento da carga dos treinos defensivos. Frequentemente, Fábio Carille tem separado os jogadores de defesa para treinos específicos. Na temporada, são 16 gols sofridos, 11 deles oriundos de cruzamentos à área. 

- Não é alívio. É treinamento. Estamos treinando isso, nos dedicando. Começo de temporada, a gente tem que melhorar. Não podemos nos acomodar porque ficamos dois ou três jogos sem sofrer com isso. Temos de ser chatos. Nos cobrar, tentar evoluir, não podemos parar - disse o goleiro.


Três últimos resultados do Corinthians: 
​10/3 - Corinthians 0 x 0 Santos - Paulistão 
13/3 - Ceará 1 x 3 Corinthians - Copa do Brasil
​16/3 - Corinthians 1 x 0 Oeste - Paulistão

Embora esteja satisfeito com o que o Corinthians esteja apresentando, Cássio foi incisivo ao falar da necessidade de se manter ativo e buscando evolução constante para colher os frutos ao final dos campeonatos. 

- Estamos satisfeitos, mas ainda em evolução. Estamos dando poucas chances aos adversários, tomando poucos gols ou, às vezes, nem tomando. Não chegamos no nosso melhor ainda, temos erros a corrigir e sempre almejar uma melhora. A partir do momento que você se acomoda e acha que está bom, começam a acontecer coisas negativas. Como atletas, temos que pensar sempre em crescer - completou. 

Cássio se esquivou de questionamentos sobre o time ideal de Carille. Segundo ele, não são "11 ou 12, mas 30". Nessa linha, assegurou a briga por todos os campeonatos de 2019 e brincou sobre estar em campo na próxima quarta-feira, contra Ituano, em Itu, na última rodada da fase de grupos do Paulistão.

- Até onde eu sei, vou jogar (risos). Nas competições, a gente precisa de todo mundo, são suspensões, lesões... O importante é que mudam os jogadores, mas nós mantemos o mesmo nível de jogo. Precisamos disso. São quatro campeonatos e, com todo o respeito, vamos brigar pelos quatro. Temos sempre que almejar estar lá na frente. Mesmo não jogando tanto, você entra em consegue corresponder - finalizou.