Apresentação do Sornoza no Corinthians

O diretor de futebol Duílio Monteiro Alves, Sornoza e o diretor adjunto Jorge Kalil (Foto: Marcio Porto/Lance!)

Marcio Porto
09/01/2019
15:46
São Paulo (SP)

As primeiras palavras do equatoriano Júnior Sornoza como jogador do Corinthians foram de exaltação ao clube. Apresentado nesta quarta-feira após assinar contrato por quatro temporadas, o jogador de 24 anos disse que escolheu o Timão por se tratar do maior clube do Brasil.

- Eu vim para cá porque é o maior clube do Brasil. Estou muito feliz, porque nas redes sociais recebi muitas mensagens de boas-vindas dos torcedores. Eu me senti como em casa, porque essa torcida é maravilhosa, que sempre está apoiando. Temos de fazer um grande trabalho para não decepcionar nenhum torcedor - afirmou o equatoriano, o primeiro da história do Corinthians.

Sornoza não teve o mesmo entusiasmo quando foi perguntado sobre sua passagem pelo Fluminense. Na coletiva, ele disse que problemas fora de campo o impediram de repetir o desempenho de quando foi vice-campeão da Libertadores em 2016 pelo Independiente del Valle (EQU), mas não quis dizer quais foram os problemas.

- São coisas que não posso falar. Coisas que tinham no Fluminense, e eu não posso falar. O grupo era muito fechado, mas eu não posso falar - disse, visivelmente constrangido. 

Uma polêmica surgiu na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o Fluminense lutava contra o rebaixamento e precisava vencer o América-MG no Maracanã. Na época, foi noticiado que Sornoza tinha se recusado a jogar alegando questões psicológicas. Parte do elenco estava sem receber salário há meses, mas o meia negou o problema.

- Saiu um monte de coisa, que eu pedi para não jogar, que não sei o que. Mas a decisão foi do treinador, falou que ia mudar a forma de jogar. Eu fiquei no banco. Antes de sair o gol, ele me chamou, perguntou se eu estava pronto, eu falei que estava pronto, e saiu o gol. Ele falou para ficar tranquilo, que 1 a 0, a gente estava livre, e ficou tudo bem - declarou. 

Contratado para disputar posição com Jadson, o equatoriano não descartou atuar com o camisa 10, mas disse que já adiantou ao técnico Fábio Carille onde prefere jogar.

- Eu gosto de jogar centralizado. Falei com o treinador, com os companheiros, e espero seguir melhorando - afirmou.